Governo não acredita que índice esteja ligado à usina de Fukushima e afirma que moradores não correm risco

Moradores observam área do distrito de Setagaya, em Tóquio, onde alto índice de radiação foi detectado
Reuters
Moradores observam área do distrito de Setagaya, em Tóquio, onde alto índice de radiação foi detectado
Focos de radiação foram detectados em uma pequena área da capital do Japão, Tóquio, segundo informaram autoridades do país nesta quinta-feira.

A descoberta provocou temores de que material radioativo esteja se espalhando a partir da usina nuclear de Fukushima, seriamente danificada pelo terremoto seguido de tsunami de 11 de março.

Autoridades japonesas, porém, disseram estar quase certas de que não há relação entre a crise de Fukushima e o alto índice de radiação em uma pequena área do distrito de Setagaya.

Segundo o governo, acredita-se que a fonte da radiação seja o porão de uma casa onde material não identificado estava sendo guardado em garrafas velhas e caixas de madeira.

Testes estão sendo feitos para determinar se as garrafas de fato são a causa dos altos índices de radiação e que material elas contêm.

De acordo com autoridades, o nível de radiação em uma das áreas ficou pouco abaixo do limite a partir do qual se recomenda a retirada de moradores.

Os especialistas pediram calma à população, dizendo que não há perigo para a saúde.

O foco de radiação foi detectado a uma altura de cerca de um metro acima do asfalto, depois que moradores de Setagaya que monitoram os índices alertaram as autoridades.

O distrito está localizado a mais de 200 km de distância de Fukushima.

O acidente nuclear na usina japonesa é o maior em uma geração.

Três dos seis reatores derreteram depois que o tsunami e o terremoto de magnitude 9 danificaram os sistemas de resfriamento.

Muitos dos 80 mil moradores que foram retirados da região próxima à usina de Fukushima ainda vivem em abrigos ou habitações temporárias, sem indicação de quando poderão retornar a suas casas. O terremoto e o tsunami de 11 de março deixaram mais de 15,7 mil mortos e 4,5 mil desaparecidos.

Com BBC e EFE

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