Testes de mísseis conseguiram seu objetivo, diz Irã

TEERÃ - Os Guardiães da Revolução, o exército ideológico do regime do Irã, afirmaram nesta segunda-feira que os testes de mísseis iniciados na véspera atingiram todos seus objetivos.

Redação com agências internacionais |


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"A última etapa das manobras balísticas 'Grande Profeta-4' transcorreu com êxito esta manhã (segunda-feira). As manobras terminaram. Foram alcançados todos os objetivos", afirmaram em seu site Sepahnews.

O Irã lançou nesta segunda-feira dois mísseis de longo alcance  com capacidade de atingir Israel, no segundo dia exercícios balísticos, em um momento de tensão crescente com o Ocidente por seu programa nuclear.

Pouco antes dos disparos dos mísseis, o comandante da força aérea da Guarda Revolucionária, Hosein Salami, advertiu que Teerã responderá a qualquer ameaça, especialmente contra seu programa nuclear, de forma "destrutiva".

Os dois mísseis têm capacidade para atingir o território de Israel, que fica a cerca de mil quilômetros de distância.

Comunidade internacional condena

O chefe de política externa europeia, Javier Solana, manifestou preocupação nesta segunda-feira sobre o último teste do Irã. "Tudo que foi feito nesse contexto é uma preocupação", afirmou Solana, que irá encabeçar a delegação ocidental em conversas com o Irã em Genebra na quinta-feira.

A França manifestou a profunda preocupação com a notícia de que o Irã testou mísseis de longo alcance e pediu às autoridades iranianas o fim imediato das atividades profundamente desestabilizadoras.

O ministro britânico das Relações Exteriores, David Milliband, considerou "repreensíveis" os testes de mísseis realizados pelo Irã, mas indicou que isso não deve tirar de foco as conversas sobre o nuclear previstas para esta semana com Teerã.

Representantes iranianos e de seis maiores potências mundiais devem se encontrar em Genebra na quinta-feira.

Os Estados Unidos e seus aliados ocidentais esclareceram que irão se focar no programa nuclear iraniano no encontro. O Irã ofereceu conversas abrangentes mas afirmou que não irá discutir seus "direitos" nucleares.

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