Testes de DNA confirmam morte de menina desaparecida nos EUA

Orlando (EUA), 19 dez (EFE).- As análises legistas confirmaram que os restos humanos achados na semana passada em uma área de florestas de Orlando (Flórida, EUA) correspondem a Caylee Marie Anthony, a menina de três anos que estava desaparecida desde junho passado, informaram hoje as autoridades.

EFE |

Jan Garavaglida, legista do condado de Orange, na costa leste do estado, explicou em entrevista coletiva que os testes de DNA realizados nos restos humanos permitiram estabelecer que eles correspondem à menina e que sua morte se considera um homicídio.

O legista disse que a análise dos restos de ossos não revelou se Caylee sofreu algum tipo de trauma antes de sua morte e que não pôde ser determinado ainda as causas desta.

Ele disse que se chegou à conclusão de que se tratava de um homicídio a partir de "provas circunstanciais encontradas no local do crime".

Os restos, fragmentos de ossos alguns deles de tamanho muito pequeno, foram achados na semana passada por um funcionário do serviço público em uma área de densa vegetação a menos de 1 quilômetro da casa onde a menor vivia com seus avós e sua mãe, Casey Anthony.

Casey Anthony, de 22 anos, foi acusada em outubro passado de homicídio em primeiro grau, entre outras seis acusações criminais, pelo suposto assassinato de sua filha Caylee Marie Anthony.

Ray Kronk, o empregado do serviço público que encontrou os restos do esqueleto da menina, disse em entrevista coletiva que os achou no interior de uma bolsa plástica.

Kronk tinha alertado três vezes em agosto passado à Polícia sobre a presença de uma bolsa de plástico cinza suspeita.

A Polícia de Orange tinha suspendido a busca da menor com o argumento de que existiam provas suficientes de que ela estava morta e que seu corpo esteve em algum momento no porta-malas do veículo de sua mãe, que ficou impregnado com mau cheiro, misturado com um forte cheiro de clorofórmio.

A menina foi vista pela última vez no dia 16 de junho. A mãe disse à Polícia que ela tinha deixado a sua filha com um babá em junho passado, embora não tenha reportado seu desaparecimento até um mês depois.

O começo do julgamento contra Casey Anthony está marcado para o início de janeiro de 2010.

O promotor do caso, Lawson Lamar, ainda não disse que tipo de pena o Estado pedirá para Casey, que, se for declarada culpada, enfrentaria desde a prisão perpétua sem direito à liberdade condicional, até a pena de morte. EFE wt/ma

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