Testemunhas relatam pânico e mais danos com novo terremoto no Haiti

Caracas, 20 jan (EFE).- Repórteres e sismólogos venezuelanos no Haiti relataram que o novo terremoto de 6,1 graus na escala Richter que sacudiu hoje o país gerou pânico e desabilitou estruturas já atingidas pelo tremor do dia 12.

EFE |

A enviada especial da emissora "VTV" da rede estatal de televisão venezuelana disse a sua matriz, em Caracas, por telefone que "as estruturas já colapsadas e que estavam a meio pé terminaram de cair com este movimento, que foi muito forte".

"Foi bastante significativa a magnitude deste evento, ao ponto de, por exemplo, a informação sobre as fissuras na embaixada (da Venezuela) que havíamos pedido" ter sido cancelada, porque "a amplitude, o diâmetro que cada uma delas aumentou e a edificação agora ficou totalmente inabilitada", disse à "VTV" Beny Quinteros, de Porto Príncipe.

O embaixador venezuelano no Haiti, Pedro Antonio Canino, disse que o tremor durou "apenas segundos, porque um minuto aqui seria desastroso", e destacou que a ajuda venezuelana que chegou a esse país nos últimos dias está sendo distribuída "diretamente através de organizações sociais" da ilha.

O diretor da Funvisis (fundação de sismologia venezuelana), Francisco Garcés, disse que, ao contrário do ocorrido com o terremoto da semana passada no Haiti, desta vez não recebeu informações de que o tremor tenha sido sentido na Venezuela.

Apesar de "a Venezuela estar na mesma placa tectônica e compartilharmos o que é a placa do Caribe", assim como o Haiti, cada nação tem "um sistema próprio de falhas" e, por isso, "é temerário e até irresponsável falar de uma relação direta" entre a atividade haitiana e os tremores que nas últimas semanas atingiram a Venezuela, acrescentou Garcés.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE ar/an

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