Testemunha-chave contra Olmert se contradiz em interrogatório

Jerusalém, 21 jul (EFE).- O empresário americano Morris Talansky, principal testemunha na investigação por suborno contra o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, incorreu hoje em várias contradições a respeito de sua declaração inicial diante da Procuradoria.

EFE |

Em seu quarto dia de interrogatório pela defesa de Olmert, Talansky se mostrou nervoso em alguns momentos e respondeu à maioria de perguntas com lacônicos "não me lembroo" ou "não me vem à mente", segundo o resumo divulgado à imprensa.

A defesa do primeiro-ministro tenta desde o início do interrogatório de desacreditar as declarações que o empresário fez em maio aos pesquisadores policiais e à Procuradoria, com os argumentos de que inventou acusações.

Talansky disse então que entregou durante os últimos 15 anos envelopes cheios de dinheiro ao atual chefe de Governo, como doações para suas campanhas eleitorais e uso pessoal.

Esta manhã, um advogado de Olmert apresentou a Talansky um documento com sua assinatura que ordenava a transferência de US$ 100.000 a um fundo de investimentos em nome de Uri Messer, pessoa próxima a Olmert.

A testemunha, que tinha negado antes ter feito este tipo de transferência, disse hoje que não se lembrava de ter assinado esse documento.

Talansky insiste na veracidade de seu testemunho, mas reconhece que pode ter se enganado com alguma data ou detalhe, porque os investigadores o confundiram com perguntas tendenciosas.

Em maio, ao vir à tona o escândalo, Olmert reconheceu que recebeu dinheiro de Talansky, mas insistiu em que nunca o utilizou para seu benefício nem favoreceu o empresário em contrapartida, como suspeitam os investigadores. EFE ap/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG