Testemunha identifica terrorista capturado em ataque a Mumbai

Nova Délhi, 8 mai (EFE).- A primeira testemunha a comparecer no julgamento do único terrorista capturado vivo durante o massacre de Mumbai (ex-Bombaim), em novembro de 2008, identificou hoje o paquistanês Mohammed Ajmal Amir como o responsável pelo assassinato de um agente policial durante o ataque em que 166 pessoas morreram.

EFE |

Segundo agências de notícias indianas, o subinspetor Bhaskar Khadam assegurou que Kasab, como o terrorista é conhecido, armado com um fuzil AK-47, disparou e matou o agente Tukaram Omble em 26 de novembro passado.

Os agentes Khadam e Omble faziam parte da patrulha policial que interceptou o veículo no qual Kasab, junto ao terrorista Abu Ismail, se transferia após atentar contra uma estação de Mumbai.

Segundo o relato da testemunha, os agentes fizeram sinais ao automóvel para que parasse, mas seus ocupantes tentaram fazer uma mudança de sentido.

Os policiais cercaram o automóvel e se desencadeou um tiroteio no qual Ismail ficou ferido com gravidade e morreu posteriormente.

Kasab abriu a porta esquerda do veículo, simulou cair ferido sobre a calçada e quando as forças de segurança se aproximaram ele atirou no agente Omble.

Está previsto que nos próximos meses cerca de 100 testemunhas compareçam perante o tribunal especial que julga Kasab e os cidadãos indianos Fahim Ansari e Sabahuddin Ahmed, em uma sala especial na prisão Arthur Road, de Mumbai.

Kasab tem um total de 86 acusações, entre eles guerra contra a Índia, conspiração e assassinato, e de ser considerado culpado se enfrenta a pena de morte.

Segundo a acusação, Kasab foi um dos dez integrantes do comando terrorista do grupo caxemiriano com base no Paquistão Laskhar-e-Toiba (LeT) que aterrorizou Mumbai entre 26 e 29 de novembro de 2008.

O comando assaltou hotéis de luxo, uma estação de trem, um centro cultural judeu e bares e restaurantes no sul de Mumbai antes de ser dominado pelas forças indianas, que mataram nove dos terroristas.

Além dos três detidos e dos nove mortos, a Índia acusou do atentado 35 "foragidos" membros do LeT, que estariam no Paquistão.

EFE mb/rr

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