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Testemunha do caso da mala diz que dinheiro era para campanha argentina

Miami, 10 set (EFE).- O advogado venezuelano Moisés Maiónica, acusado naquele que ficou conhecido como o caso da mala, afirmou hoje que os US$ 800 mil confiscados em 2007 com o empresário venezuelano-americano Guido Antonini Wilson eram destinados à campanha eleitoral da presidente da Argentina, Cristina Fernández.

EFE |

Maiónica, que é testemunha no julgamento do empresário Franklin Durán, acusado de atuar como agente do Governo venezuelano para ocultar a origem e o destino do dinheiro, disse ainda que planejava assumir os custos da operação de acobertamento.

O advogado, que envolveu no caso o presidente de seu país, Hugo Chávez, também contou que a procedência e destino dos US$ 800 mil foi mencionada em uma conversa com Henry Rangel Silva, diretor do Disip, o serviço secreto da Venezuela.

"Sim, o dinheiro era da PDVSA", respondeu Maiónica quando o promotor Thomas Mulvihill perguntou-lhe se a origem do dinheiro foi revelada durante esse encontro.

"E o destino?", prosseguiu o promotor. "Era a campanha da presidente da Argentina, Cristina (Fernández de) Kirchner", respondeu a testemunha.

Maiónica é um dos cinco acusados de atuar nos Estados Unidos, sem autorização deste Governo, como agente do Executivo venezuelano.

Em janeiro, após um acordo com os promotores americanos, o advogado venezuelano se declarou culpado para conseguir uma condenação menos severa nos EUA.

Em seu depoimento nesta quarta-feira, Maiónica falou dos detalhes da trama que a Venezuela teceu para silenciar o escândalo surgido quando Antonini Wilson foi pego em um aeroporto de Buenos Aires com US$ 800 mil não declarados.

Segundo a testemunha, Rangel Silva disse que o Governo venezuelano, "especificamente", não queria que fosse a público que o dinheiro era "para a campanha eleitoral (da Argentina)".

Para evitar um escândalo maior, disse Maiónica, o Governo venezuelano cogitou assumir a defesa de Antonini Wilson e solucionar a situação legal em torno da valise confiscada. Além disso, se propôs oferecer a ele "todas as comodidades para que não tornasse públicas as informações (sobre o dinheiro)".

O advogado também contou que seu cliente era o Governo venezuelano e que participou do caso representando o mesmo. EFE sob/sc

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