Testemunha diz que sobrevoos quase frustram operação de resgate de reféns

Villavicencio (Colômbia), 1 fev (EFE).- O jornalista Jorge Enrique Botero, que participou como testemunha na operação de entrega de quatro sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), disse hoje que uma série de sobrevoos de aviões militares por pouco dão frustram as libertações.

EFE |

Botero reiterou, a sua chegada a Villavicencio junto com os libertados e os outros membros da missão humanitária que os recolheu nas selvas do departamento de Caquetá (sul do país), as denúncias feitas previamente ao canal "Telesur".

O jornalista disse que tem provas indubitáveis em áudio e vídeo dos sobrevoos "notórios, abundantes e reiterativos" que, segundo comentou, aconteceram durante duas horas enquanto acontecia a entrega.

Segundo Botero, houve um momento em que praticamente se deu por terminada a operação por causa da presença desses aviões, que causaram "enorme nervosismo" entre os envolvidos.

No entanto, finalmente tudo continuou graças à atitude dos delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), dos integrantes do movimento Colombianos pela Paz e dos pilotos brasileiros dos helicópteros, assim como pela "vontade" das Farc.

O Governo colombiano negou que as Forças Armadas do país tenham complicado a primeira fase desta operação humanitária, que deve seguir a partir de amanhã com a libertação dos políticos Alan Jara e Sigifredo López, sequestrados desde 2001 e 2002, respectivamente.

Botero negou também a acusação do alto comissário para a paz da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, que tinha violado os protocolos da operação com suas denúncias a "Telesur". EFE ar/ma

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