Testemunha de atentado a associação judaica na Argentina é atacada a tiros

Claudio Lifschitz, testemunha da investigação do atentado contra a associação judaica AMIA na Argentina, escapou ileso neste sábado de um ataque a tiros no momento em que são lembrados os 15 anos da explosão criminosa que deixou 85 mortos e cerca de 300 feridos, informou a vítima.

AFP |

"O guarda da Polícia Federal, que estava ao meu lado, me agarrou pelo pescoço, me jogou para baixo e salvou a minha vida enquanto respondia ao ataque com sua pistola", relatou Lifschitz sobre o que ocorreu na madrugada deste sábado enquanto circulava com seu carro na periferia oeste de Buenos Aires.

O ataque ocorre no dia do aniversário do atentado contra a AMIA, cuja autoria a justiça ainda tenta estabelecer.

Lifschitz é advogado e foi secretário do juiz Juan José Galeano, o magistrado que ficou encarregado da investigação do atentado durante uma década até ser afastado por graves irregularidades no processo.

Ele contribuiu com dados que permitiram a abertura de um processo por obstrução da justiça, no qual estão envolvidas várias autoridades argentinas, entre elas o ex-presidente Carlos Menem (1989-99) e o próprio juiz Galeano.

Uma decisão recente da Suprema Corte ordenou a retomada da investigação sobre a chamada pista local do atentado à AMIA, o que inclui um mecânico acusado de preparar a caminhonete-bomba, absolvido em um processo anterior.

A justiça tenta também levar ao banco dos réus ex-governantes do Irã acusados de terem organizado o atentado e sobre os quais foi lançada uma ordem de captura internacional que atinge o colombiano Samuel Salman El Reda, que a Procuradoria acusa de ser "o máximo responsável pela conexão local".

sa/dm

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