Testemunha contra ditadura argentina é encontrada 24 horas após desaparecer

Buenos Aires - O sobrevivente da ditadura militar argentina Juan Puthod, testemunha de violações dos direitos humanos no país, foi encontrado hoje após permanecer por mais de 24 horas desaparecido, e depois de uma intensa busca que mobilizou centenas de policiais.

EFE |

Puthod, de 49 anos, reapareceu à meia-noite (hora local) nas cercanias de sua casa, na cidade de Zárate, e a Polícia o levou a um centro de saúde, porque ele sofre de diabetes e problemas cardíacos, disseram fontes das forças de segurança.

A testemunha dos crimes da ditadura argentina estava muito cansada e apresentava marcas de agressão, segundo assinalaram seus vizinhos.

A Polícia não informou as circunstâncias de seu desaparecimento, na noite da terça-feira, quando se dirigia à Casa da Memória de Zárate, que ele preside.

O Governo da província de Buenos Aires tinha mobilizado cerca de 250 policiais e seis helicópteros para encontrar Puthod, cujo desaparecimento causou grande alarme pelo fato de até agora não haver resultados na busca de Jorge López, testemunha de acusação em um julgamento por crimes de lesa-humanidade cometidos durante o regime militar, e cujo paradeiro é desconhecido desde 2006.

A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, afirmou que estava "muito preocupada" com o caso, enquanto Hebe de Bonafini, presidente da associação humanitária Mães da Praça de Maio, atribuiu o desaparecimento de Puthod "aos poderosos de sempre", vinculados à repressão da ditadura militar.

O presidente da Casa da Memória de Zárate foi seqüestrado por paramilitares em 1977, quando tinha 17 anos, e passou mais de cinco anos ilegalmente detido em diferentes prisões.

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