Autoridades desmentem afirmação de advogado de que teste em capitão do navio Costa Concordia teria dado negativo

O teste toxicológico que será realizado em Francesco Schettino, capitão do navio Costa Concordia, que naufragou na costa italiana , deve começar em 26 de janeiro, o que desmente a afirmação de seu advogado de que os resultados tinham sido negativos .

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Foto tirada em 14 de janeiro e divulgada nesta quarta-feira mostra Francesco Schettino
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Foto tirada em 14 de janeiro e divulgada nesta quarta-feira mostra Francesco Schettino

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A imprensa italiana explicou que somente nesta terça-feira a Promotoria de Grosseto, encarregada das investigações, nomeou o perito Marcello Chiarotti para supervisionar as provas toxicológicas baseadas no cabelo e na urina do capitão, recolhidos no dia 17 de janeiro.

O advogado de Schettino, Bruno Leporatti, afirmou na segunda-feira em declarações à imprensa italiana que o teste toxicológico era negativo como "sempre tinham afirmado".

O presidente da assosciação de consumidores Codacons, Carlo Rienzi, confirmou também nesta terça-feira ao sair da Promotoria que as análises começarão dis 26 de janeiro nos laboratórios do departamento de Medicina da Universidade Católica de Roma e que vai precisar de um mês para obter os resultados.

Além disso, os exames devem ser feitos sob a supervisão de um perito nomeado pela defesa, que até então não foi escolhido, e também participarão assessores do Codacons.

A associação Codacons se constituiu nesta terça-feira como parte civil perante à Promotoria de Grosetto, e pediu a realização do teste antidrogas e de exames de sangue para estabelecer a presença de álcool.

Segundo o grupo, a promotoria negou a autorização para efetuar exames de sangue no comandante, que se encontra em prisão domiciliar sob a acusação de naufrágio, homicídio culposo múltiplo e abandono do navio.

O naufrágio aconteceu, segundo admitiu a companhia Costa Cruzeiros, por causa de um "erro humano" do capitão que aproximou o navio até cerca de 150 metros do litoral da pequena ilha de Giglio, no mar Tirreno, e na manobra bateu o transatlântico contra as rochas.

O chefe da Defesa Civil Franco Gabrielli afirmou nesta terça-feira que especialistas não começarão a retirar o combustível do navio antes de sábado . Em declarações televisionadas da Ilha de Giglio, Gabrielli afirmou que as equipes de mergulhadores começaram a preparar a operação para extrair as 2,38 mil toneladas de combustível do Costa Concordia.

A expectativa é de que sejam necessárias cerca de quatro semanas para concluir a extração de combustível do navio e, assim, evitar um desastre natural na região.

Além da emergência por possíveis vazamentos de combustível, outro dos problemas que podem ocorrer é o lançamento de uma grande quantidade de lixo e objetos procedentes do Costa Concordia no mar, que pode afetar tanto o fundo do oceano como a costa. Gabrielli afirmou que enviou uma carta à companhia Costa Cruzeiros, dona da embarcação, que elabore um plano para limpar a poluição do navio, até quarta-feira.

As declarações foram feitas no dia em que mergulhadores encontraram mais um corpo na embarcação, elevando para 16 o número total de mortos. Antes do anúncio de que mais um morto havia sido achado, o chefe da Defesa Civil afirmou que havia 23 desaparecidos. Dos 15 corpos encontrados até segunda-feira , seis - três mulheres e três homens - continuam sem identificação.

Com EFE

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