Teste permite detectar Alzheimer no estágio inicial da doença

Washington, 17 mar (EFE).- Um novo teste pode detectar de forma precisa o mal de Alzheimer no estágio mais inicial da doença, antes de aparecerem os sintomas de demência e de o avanço se tornar irreversível e impossível de frear, informaram cientistas dos Estados Unidos.

EFE |

Os resultados da pesquisa, realizada por uma equipe de cientistas do Departamento de Medicina da Universidade da Pensilvânia, foram publicados na edição digital da revista americana "Annals of Neurology".

Através do novo exame, que analisa os níveis de proteínas no líquido espinal, os cientistas conseguiram prever com uma exatidão de 87% em que pacientes com problemas de memórias em estágio inicial e outros sintomas de deterioração cognoscitiva seria diagnosticado o mal de Alzheimer.

"Com este teste, podemos detectar de maneira confiável o mal de Alzheimer e fazer o acompanhamento desta doença", afirmou Leslie Shaw, do Departamento de Medicina da Universidade da Pensilvânia.

Ela considera que o exame permitirá submeter a um tratamento em uma fase adiantada os pacientes com o risco de desenvolver a doença e facilitará a busca de soluções que adiem ou inclusive freiem a degeneração neurológica.

Shaw e seus colegas se propuseram a criar um teste padrão que se centre nos níveis de duas proteínas "clássicas" associadas com o Alzheimer: os peptídeos beta-amilóide e tau.

O acúmulo excessivo no cérebro de proteínas beta (em forma de placas beta-amilóide) e tau (em forma de nós de tau) representa a manifestação física do Alzheimer.

A equipe analisou exames de líquido espinal de 410 pacientes de 56 lugares dos Estados Unidos e do Canadá que faziam parte de um extenso estudo sobre o mal de Alzheimer.

Também estudou a análise de voluntários com um estado cognitivo normal e de pessoas mortas e que tinham sofrido o mal de Alzheimer, apesar de, neste caso, terem sido utilizados provas das autópsias.

Em 95,2% dos casos, o teste descartou as possibilidades de desenvolver o mal de Alzheimer, e em 81,8% informou que as pessoas com uma deterioração cognitiva leve desenvolveriam a doença.

Atualmente, 26 milhões de pessoas sofrem com mal de Alzheimer e os especialistas calculam que, até 2050, sejam 106 milhões. EFE cae/db

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