Teste de DNA confirma morte do terrorista mais procurado do Sudeste Asiático

Juan Palop Jacarta, 19 set (EFE).- As análises de DNA ratificaram que o terrorista mais procurado do Sudeste Asiático, o malaio Noordin Mohammed Top, é um dos quatro terroristas mortos pelas forças de segurança da Indonésia na quinta-feira passada.

EFE |

O porta-voz da Polícia, Nanan Soekarna, disse hoje em entrevista coletiva que os resultados de todas as provas de identificação realizadas no "cadáver número 2" assinalam sem nenhum gênero de dúvidas ao "cérebro" da maioria dos atentados cometidos na Indonésia na última década.

"Tudo se encaixa cem por cento. Com a análise das impressões digitais e de DNA fica confirmado que esse cadáver é o do malaio Noordin Mohammed Top.", assegurou o funcionário.

O responsável da equipe de Identificação de Vítimas de Desastres (DVI), Eddy Saparwoko, disse que o perfil de DNA do cadáver examinado "encaixa" completamente com os dos filhos do terrorista.

Além disso, as impressões digitais de ambas as mãos têm "quatorze pontos em comum" com as quais a Polícia possuía do malaio especialista em explosivos e que levava nove anos driblando as forças de segurança.

O chefe da Polícia Nacional indonésia, Bambang Hendarso Danuri, anunciou triunfante na quinta-feira passada a morte de Noordin após as primeiras provas de identificação, mas remeteu a estas provas de DNA para uma ratificação final.

Noordin dirigia uma facção radical criada em 2005 por membros da Jemaah Islamiya (YI), o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático.

Era acusado pelas forças de segurança indonésias pelo último atentado do país contra dois hotéis de luxo em Jacarta em julho no qual morreram nove pessoas.

Também era acusado de organizar o atentado de Bali de 2002, no qual faleceram 202 pessoas, e de planejar o ataque com bombas colocadas no hotel Marriott de Jacarta (2003), na entrada da embaixada da Austrália na capital indonésia (2004) e de novo em Bali (2005).

A Polícia acrescentou que ainda não têm o resultado das análises de DNA dos outros três falecidos na operação, pelo que por enquanto não podem confirmar suas identidades.

No entanto, seus cadáveres são reconhecíveis, o que não era o caso de Noordin, que se suicidou com explosivos antes que lhe detivessem.

Os corpos de segurança indicaram no dia do tiroteio que um dos falecidos é Bagus Budi Pranoto, de 31 anos, conhecido como Urwah, braço direito de Noordin, especialista fabricante de bombas e um dos fundamentalistas mais procurados do Sudeste Asiático.

Além disso, se apontou que os outros dois poderiam ser o militante Aji, apelidado Reno, e Susilo Adib, um professor sem antecedentes policiais que dava classes em uma escola corânica próxima e que tinha alugado a casa há cinco meses.

A Polícia também não ofereceu hoje novidades sobre a situação das três pessoas que ficaram feridas durante a ação policial, entre as que se encontra uma mulher grávida.

Apesar à morte de Noordin, o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, instou às forças de segurança a não baixar a guarda porque os extremistas ainda mantêm sua capacidade operacional e podem golpear a qualquer momento.

Noordin e três de seus comparsas foram abatidos por membros do Destacamento 88, a unidade antiterrorista, em um ataque de sete horas a uma casa de campo nos arredores de Solo, uma cidade da ilha de Java considerada o epicentro do radicalismo indonésio.

Esta ação policial se assemelhou à realizada em agosto, também no centro de Java, em uma casa situada no meio rural e na qual morreu um suposto terrorista.

A princípio se deu por morto naquela operação a Noordin, mas depois as provas de DNA indicaram que se tratava de Ibrahim o Ibrohim, outro radical que permanecia foragido desde o duplo atentado de Jacarta de julho.

Desde 2002, o terrorismo radical religioso bateu seis vezes na Indonésia, o maior país muçulmano, e causou a morte de quase 260 pessoas. EFE jpm/fk

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