WASHINGTON (Reuters) - O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmou na quarta-feira que realizava esforços para congelar os bens de dois venezuelanos acusados de dar apoio ao Hezbollah, entre os quais uma autoridade do corpo diplomático do país sul-americano. O órgão afirmou, em um comunicado, que havia incluído Ghazi Nasr al-Din e Fawzi Kanan em uma diretriz executiva que tem por alvo terroristas e os acusados de dar apoio financeiro e material a terroristas.

A medida significa que nenhum norte-americano poderá realizar negócios com os dois venezuelanos e que estão congelados os bens que tenham sob jurisdição dos EUA.

O Tesouro afirmou que Nasr al-Din havia trabalhado até recentemente como encarregado de negócios na Embaixada da Venezuela em Damasco para depois ser nomeado diretor da área política da embaixada venezuelana no Líbano.

O órgão também colocou em sua lista negra duas agências de viagem com sede em Caracas e de propriedade de Kan'an, a Biblios Travel e a Hilal Travel. O Tesouro disse que Kan'an havia facilitado a viagem de membros do Hezbollah e enviado dinheiro levantado na Venezuela para autoridades do Hezbollah no Líbano.

'É algo extremamente preocupante ver o governo da Venezuela contratando e protegendo facilitadores e angariadores de fundo do Hezbollah', afirmou Adam Szubin, diretor do braço do departamento encarregado das sanções, o Escritório de Controle de Bens Estrangeiros.

Segundo Szubin, Nasr al-Din havia aconselhado doadores do Hezbollah a respeito dos esforços para levantar fundos e fornecido a essas pessoas informações específicas sobre contas de banco onde os depósitos poderiam chegar às mãos do grupo libanês.

Em uma outra medida, o Tesouro norte-americano afirmou ter acrescentado a sua lista negra do terrorismo dois líderes da União Jihad Islâmica, que atua no Uzbequistão. O grupo teria ligações com a Al Qaeda e deseja derrubar do poder o atual governo uzbeque.

O órgão disse que a manobra também proíbe que norte-americanos façam negócio com essas pessoas e tenta congelar os bens dos dois, identificados como Najmiddin Kamolitdinovic Jalolov e Suhayl Fatilloevich Buranov. Os dois teriam planejado os atentados suicidas de 2004 que mataram ao menos 47 pessoas em Tashkent.

(Reportagem de David Lawder)

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