Terroristas detidos em N.York se converteram ao Islã na prisão

Nova York, 22 mai (EFE).- Os quatro acusados de organizar atentados contra sinagogas e aviões militares em Nova York são delinquentes frequentes, com vontade de fazer a jihad (guerra santa), depois que a maioria se converteu ao Islã durante passagem pela prisão.

EFE |

Um dia depois que os quatro compareceram perante um juiz para ouvir as acusações, a imprensa local divulgou hoje detalhes da vida dos detidos, que tinham sido vigiados por um ano pelo FBI (polícia federal americana).

James Cromitie, por exemplo, que a imprensa diz ter entre 45 e 55 anos, foi preso pelo menos em três ocasiões com diferentes identidades. Na última, passou 12 anos atrás das grades por vender drogas a um agente secreto perto de um colégio.

Ele era o líder do grupo e quem recrutou os demais, segundo o informante da Polícia que se infiltrou entre eles.

Cromitie contou, segundo a folha de acusação, que seus pais tinham vivido no Afeganistão antes de ele nascer e que se sentia incomodado que muçulmanos morressem no país. Por isso, queria fazer a jihad nos EUA.

No entanto, sua mãe assegurou às autoridades que ele foi criado como episcopaliano e que nem ela nem seu pai tinham vivido jamais no Afeganistão. Com isso, ficou constatado que ele se converteu ao Islã na prisão.

Outro dos acusados é David Williams, de 28 anos, que nos últimos meses lia o Corão habitualmente em seu trabalho. Ele é descrito pelos fiscais como extremamente violento, embora seus parentes relatem que parecia levar uma vida tranquila e estável.

Foi ele quem entrou em contato com um líder do grupo no Brooklyn para comprar uma arma por US$ 700, depois que falharam os planos da quadrilha de adquirir pistolas junto a uma mulher de Newburgh, no estado de Nova York.

De Onta Williams, de 32 anos, se sabe que era viciado em cocaína desde a adolescência, que foi educado como batista e se converteu ao Islã recentemente também na prisão.

Completa o grupo Laguerre Payen, de ascendência haitiana. Segundo seus advogados, tem certa deficiência mental e se medica para controlar esquizofrenia e depressão.

Segundo a Promotoria, todos eles, que deverão comparecer perante o juiz em próximo 6 de junho, disserem odiar os judeus e os americanos em geral. EFE mgl/rr

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