Terroristas de Mumbai compraram cartão telefônico na Itália, diz investigação

Roma, 24 fev (EFE).- A investigação dos atentados de Mumbai (Índia), ocorridos em novembro do ano passado, indica que Javed Iqbal, um paquistanês que viveu em Brescia (norte da Itália), comprou nesta última cidade os cartões telefônicos usados pelos terroristas.

EFE |

Segundo relatório das autoridades indianas, publicado hoje pelo jornal "Corriere della Sera", o terrorista Ismael Khan deu recomendações a membros de seu grupo por meio de um "número digital" e de cinco cartões telefônicos com prefixos austríacos encomendados a uma empresa americana.

O dinheiro gasto na compra - 238,78 euros - foi enviado de Brescia pelo paquistanês Javed Iqbal, que depois voltou ao Paquistão.

As autoridades italianas investigam como Iqbal entrou na Itália e se tinha cúmplices em Brescia ou em alguma outra cidade do país.

Em sua edição de segunda-feira, o "Corriere della Sera" reproduz um trecho de uma conversa entre um dos terroristas que se entrincheiram numa sinagoga e outro do Hotel Oberoi, ambos em Mumbai.

Um deles diz que a imprensa "está comparando o que está acontecendo com o 11 de setembro". O outro comenta que tem cinco pessoas como reféns.

Em seguida, o primeiro comenta que é preciso "infligir o máximo dano possível", e o segundo sugere que ele "ameace as pessoas que fez como refém, menos os dois muçulmanos".

Em 26 de novembro, um grupo terrorista lançou um ataque contra diferentes lugares de Mumbai e manteve em xeque às forças de segurança indianas durante três dias.

Pelo menos 179 pessoas, entre elas uma vintena de estrangeiros, morreram nos atentados e mais de 300 ficaram feridas.

O Governo da Índia acusou ao grupo caxemiriano Lashkar-e-Toiba, com base no Paquistão, de estar por trás dos atentados e pediu às autoridades paquistanesas que atuem com contundência contra essa organização.

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