Terroristas de Mumbai celebraram comparação com 11 de setembro

Roma - Conversas dos terroristas que mataram 179 pessoas em Mumbai, na Índia, em novembro, foram publicadas nesta terça-feira pelo jornal Corriere della Sera, em uma das quais um deles se lisonjeia com a comparação ao 11 de setembro.

EFE |

A investigação descobriu que Javed Iqbal, um paquistanês que viveu em Barcelona e Brescia, comprou nesta última cidade os cartões telefônicos usados pelos terroristas.

Segundo relatório das autoridades indianas, publicado hoje pelo "Corriere della Sera", o chefe do comando terrorista, Ismael Khan, deu recomendações aos membros de seu grupo através de um "número digital" e cinco cartões telefônicos com prefixos austríacos, que encomendou a uma empresa americana.

O dinheiro para pagar estes serviços telefônicos, um total de 238,78 euros, foi enviado de Brescia por Iqbal, que antes de viver na Itália e partir ao Paquistão, onde foi detido, morou em Barcelona.

As autoridades italianas averiguam como ele entrou na Itália e se tinha cúmplices em Brescia ou em alguma outra cidade do país.

O "Corriere della Sera" publica extrato de uma conversa entre um dos terroristas que tomaram no centro de reza judaico Nariman House e outro do Hotel Oberoi, na mesma cidade.

Um deles diz que a imprensa "está comparando o que está sucedendo com o 11 de setembro" e o outro comenta que tem cinco reféns em seu poder.

Na continuação, o primeiro comenta que é preciso "causar o maior dano possível", sendo contestado pelo segundo que o diz que "ameace as pessoas que capturou, menos os dois muçulmanos".

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