Jacarta, 21 jul (EFE).- O procurador-geral da Indonésia, Hendarman Supandji, disse hoje que espera que a execução dos três terroristas condenados pelos atentados na ilha de Bali em 2002, que deixaram 202 pessoas mortas, possa ser cumprida antes de setembro.

"Espero que (a execução) aconteça antes do mês de jejum do Ramadã", que este ano cairá em setembro, destacou Supandji, informa a agência de notícias oficial "Antara".

O procurador-geral lembrou que Imam Samudra, Amrozy e Ali Gufron, membros da Jemaah Islamiya, considerada o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático, estão "ficando sem opções legais" após a Corte Suprema rejeitar seu último recurso na semana passada.

A única possibilidade que resta aos condenados é a clemência do presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, extremo que os condenados descartaram em várias ocasiões alegando que desejam morrer como mártires.

Os três terroristas foram condenados à pena capital em 2003 após confessarem sua participação no planejamento e na execução dos atentados.

As autoridades indonésias não costumam anunciar com antecedência a data das execuções, feitas por um pelotão de fuzilamento.

Após um período de 14 meses, as autoridades do país retomaram no final do mês passado as execuções e já cumpriram seis sentenças desde então, todas por crimes de tráfico de drogas e assassinato.

A Jemaah Islamiya nasceu nos anos 90 com o objetivo de criar um Estado islâmico em Indonésia, Malásia, Tailândia e sul das Filipinas, e alguns dos ataques mais sangrentos dos últimos anos na região são atribuídos ao grupo.

A organização não realiza um ataque na Indonésia desde 2005, quando matou 20 pessoas em uma cadeia de explosões na ilha de Bali.

EFE jpm/wr/fal

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