Terroristas de atentados em Bali pedem ser decapitados e não fuzilados

Jacarta, 17 ago (EFE).- Os três terroristas islamitas condenados à morte pelos atentados de Bali de 2002 que causaram a morte de 202 pessoas, solicitaram que sejam decapitados em vez de enfrentarem um pelotão de fuzilamento, informou hoje a imprensa local.

EFE |

"Esperamos que o Tribunal Constitucional atenda nosso pedido", declarou à imprensa Kodrat Faiçal, um dos advogados que defende os três réus e que pertence ao Grupo de Defensores Muçulmanos.

"Na França, a pena de morte pode ser feita por decapitação", acrescentou a título de exemplo Kodrat Faiçal, apesar de o Estado francês ter abolido a pena capital em 1981 e que a última execução aconteceu em 1977.

Na semana passada o Tribunal Constitucional da Indonésia começou a estudar um pedido da defesa na qual se solicitava por motivos religiosos, que não fosse aplicado aos três condenados o método habitual de execução na Indonésia.

Se for rejeitada esta última tentativa legal, Imame Samudra, Amrozy e Ali Ghufron poderiam ser fuzilados antes de setembro, anunciou recentemente a Procuradoria Geral do Estado, já que esgotaram sem sucesso todos os recursos de apelação.

Os três pertencem à Jemaah Islamiya, grupo terrorista considerado o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático, responsabilizado por cerca de 250 mortes e pela maioria dos atentados da região nos últimos anos.

A Jemaah não conseguiu perpetrar nenhum atentado desde 2005 e nos últimos dois anos sua capacidade se viu minguada por dezenas de detenções de membros, entre elas alguma de primeiro nível.

O grupo extremista foi fundado em 1995 com o objetivo de estabelecer um Estado islâmico independente formado pela Indonésia, Malásia, Cingapura, e as regiões do sul das Filipinas e da Tailândia. EFE jpm/ma

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