Cairo, 6 fev (EFE).- O grupo terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) prorrogou o prazo para a libertação de vários de seus membros em troca de um refém francês e fixou pela um ultimato para a troca do sequestrado italiano em Mali, em comunicado divulgado hoje.

Na nota publicada hoje em um site com data de 4 de fevereiro passado, o AQMI explica que decidiu estender a 20 de fevereiro o prazo para que sejam libertados vários de seus membros presos, em troca do refém francês Pierre Camatte, de 61 anos.

"Após ter terminado o primeiro prazo dado pelos mujahedins (guerreiros santos) à França e a Mali, com relação ao refém francês, os mujahedins decidiram estender o prazo para 20 de fevereiro", destacou o texto.

Em 11 de janeiro passado, o grupo terrorista deu um ultimato de 20 dias para a libertação de quatro de seus militantes, detidos pelas autoridades de Mali, em troca de Camatte, sequestrado em 29 de novembro passado em um hotel da cidade de Menaka, a 1,5 mil quilômetros ao nordeste de Bamaco, capital do país.

Além disso, o AQMI advertiu à França e a Mali que, com o novo prazo, "devem enfrentar sua responsabilidade total sobre a vida do refém", caso não respondam a suas exigências.

No mesmo comunicado, cuja autenticidade não pôde ser comprovada, o grupo anunciou que "resolveu pedir a libertação dos presos cujos nomes foram informados ao negociador italiano, em troca da libertação do refém italiano Sergio Cicala", de 65 anos, sequestrado em 18 de dezembro passado junto com sua esposa.

"Demos ao Governo italiano um prazo de 25 dias a partir da emissão deste comunicado", acrescentou o AQMI, que possui vínculos com a rede terrorista Al Qaeda, do saudita Osama Bin Laden.

O grupo terrorista pediu ao Executivo de Roma, "envolvido na guerra contra o islã e os muçulmanos, que compreenda que a vida de seus cidadãos o obriga a tratar com seriedade de nossos legítimos pedidos".

Cicala e sua mulher, Filomene Kabouree, de 39, foram sequestrados pela AQMI quando viajavam por uma estrada do sudeste da Mauritânia.

Acredita-se que foram transferidos ao norte de Mali. EFE aj/sa

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