Terroristas atacam base militar da UA na Somália

Mogadíscio, 22 fev (EFE).- Pelo menos duas pessoas morreram hoje em ataques suicidas com bombas cometidos contra uma base da Missão da União Africana (UA) na Somália (AMISOM), confirmou Sheikh Mukhtar Rowbow Ali, porta-voz militar do grupo islâmico Shabab, que reivindicou a autoria dos atentados.

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As duas vítimas são os terroristas que detonaram os explosivos que carregavam quando entraram no prédio da antiga Universidade Nacional de Mogadíscio, utilizada atualmente como base do contingente militar burundinês da AMISOM, disse por telefone à Agência Efe Rowbow Ali, também conhecido como "Abu Mansoor".

"Dois de nossos mártires detonaram seus explosivos contra os cristãos do Burundi enquanto assistiam à missa", disse Rowbow Ali, que explicou que um dos suicidas levava uma bomba amarrada à cintura e o outro transportava explosivos num automóvel, jogado contra as tropas burundinesas.

O porta-voz do Shabab identificou os dois insurgentes como Ahmed Sheikhdon Sidow e Mursal Abdinoor Mohammed. Ainda segundo ele, "vários soldados morreram nas explosões".

No entanto, o porta-voz da missão de paz africana, capitão Berigye Ba-Hoku, desmentiu o Shabab.

"As explosões foram de granadas de morteiro. O Shabab fala de fatos inexistentes. Eles não cometeram nenhum ataque suicida dentro da antiga universidade, mas dispararam morteiros, e ainda estamos averiguando os resultados" do bombardeio, disse Ba-Hoku, que não fez nenhum comentário sobre baixas entre as tropas burundinesas.

Por sua vez, testemunhas disseram que houve um ataque com carro-bomba, mas que o veículo explodiu "perto da base" da AMISOM, não dentro dela.

Segundo Habibo Hassan, uma mulher que vive em frente à base, um automóvel explodiu, mas o motorista só conseguiu matar a si mesmo".

EFE ia/sc

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