BAGDÁ - As autoridades iraquianas confirmaram que a mulher que cometeu um atentado suicida hoje em Bagdá sofria de retardo mental e que o uso de deficientes nestas ações vem sendo corriqueiro, o que levou à prisão, também hoje, do diretor de um hospital psiquiátrico, acusado de participar delas.

Este atentado, próxima à entrada da chamada Zona Verde, causou seis mortos e quatorze feridos. Pouco antes, outra bomba havia explodido na passagem de um ônibus de funcionários públicos, também em Bagdá.

A confirmação que o responsável do atentado suicida da Zona Verde foi uma mulher com deficiência mental foi feita pelo general Qassem Atta, do Comando de Operações de Bagdá.

O chefe policial não ofereceu outros detalhes sobre a autora do atentado, mas não é a primeira vez que se informa o uso destas pessoas em ações terroristas em Bagdá.

Histórico

Em 1º de fevereiro deste ano, duas mulheres, uma delas com deficiência mental, detonaram dois artefatos que escondiam sob suas roupas em um mercado de animais, com um saldo de 98 mortos.

Pouco depois, em 6 de março, as autoridades policiais detiveram um homem também com deficiência mental, antes que ele fizesse explodir outra bomba que levava consigo, na cidade de Ramadi, na província ocidental de Al-Anbar.

Pouco depois do primeiro atentado, forças militares dos EUA no Iraque detiveram o diretor de um hospital psiquiátrico de Bagdá por suspeitas de colaborar com a Al Qaeda dando dados de doentes mentais a fim de serem usados como bombas humanas.

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