Washington, 4 jan (EFE).- O terrorista que matou sete agentes da CIA (agência de Inteligência americana) no Afeganistão na semana passada era um informante jordaniano que os conduziu a uma armadilha com a promessa de entregar dados sobre o grupo terrorista Al Qaeda, revelou hoje o jornal The Washington Post.

Segundo o jornal, que atribuiu a revelação a fontes do Governo dos Estados Unidos, o homem trabalhava no leste do Afeganistão há várias semanas e tinha dado valiosas informações para a inteligência americana.

O homem identificado como Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi detonou uma bomba na base Chapman da CIA, matando também um agente jordaniano encarregado de trabalhar com o informante, disseram as fontes ao "Post".

O informante aparentemente não foi registrado antes de ser levado até à base, disse uma das fontes, que pediu para não ser identificada já que o incidente ainda está sob investigação.

"Era alguém que já tinha trabalhado conosco", acrescentou.

O jornal "The New York Times" disse que o homem tinha sido levado ao Afeganistão para ajudar na caçada de membros do alto escalão da Al Qaeda.

Citando fontes ocidentais em Islamabad (Paquistão), o "NYT" ainda diz que o homem tinha sido detido na Jordânia e recrutado pelos serviços de inteligência desse país diante da crença de que poderia se infiltrar na organização.

Segundo as fontes do jornal de Nova York, o homem não foi registrado porque o agente jordaniano que morreu no ataque o identificou como um informante. EFE ojl/bba

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