Terrorista de Detroit não se comunicava com família

Lagos, 28 dez (EFE).- A família do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos e acusado de uma tentativa de atentado contra um avião que voava de Amsterdã a Detroit com mais de 270 passageiros a bordo, disse que o jovem desapareceu e parou de se comunicar com eles antes do fato ocorrido na sexta-feira passada.

EFE |

As declarações da família de Abdulmutallab, transmitidas através de um comunicado, foram feitas ontem à noite, depois que os Serviços Nacionais de Segurança da Nigéria (SSS, em inglês), revistou a residência de parente em Funtua, no estado nigeriano de Katsina.

O pai de Abdulmutallab, um importante banqueiro da Nigéria, confirmou, no comunicado, que a família informou às autoridades locais e às forças de segurança internacionais sobre a mudança no comportamento de seu filho, que, pouco antes do incidente, estava estudando no exterior.

"Antes do fato, seu pai, que começou a se preocupar com seu desaparecimento enquanto estava no exterior, informou sobre a situação às autoridades da Nigéria há cerca de dois meses, e às forças de segurança internacionais há um mês e meio, e depois lhes pediu ajuda para tentar encontrar Abdulmutallab", explica o texto.

"Demos toda a informação que nos pediram para encontrá-lo, e tínhamos esperanças de que assim o fizessem e que o trouxessem novamente para casa, e enquanto esperávamos para receber algum resultado das investigações, soubemos da horrível notícia", afirma o comunicado.

Segundo a família, "o desaparecimento de Abdulmutallab (...) foi um fato estranho que não combinava com sua personalidade, já que, anteriormente, Farouk nunca tinha mostrado uma atitude desobediente que pudesse ter causado preocupação".

"Assim que começamos a nos preocupar, pedimos ajuda", disseram os parentes.

No comunicado, que, segundo a família, será o único que emitirão para expressar seu ponto de vista, declararam que "cooperarão totalmente com as agências de segurança locais e internacionais" em suas investigações.

O Governo da Nigéria, que ordenou no sábado passado o início de uma investigação do incidente, tenta se desvincular do suspeito, que, segundo as autoridades nigerianas, não morava no país e só entrou no território nacional na quinta-feira passada, para partir no mesmo dia. EFE da/an

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