Terrorista da Al Qaeda pega prisão perpétua na Inglaterra

Londres, 19 dez (EFE).- O número 1 da Al Qaeda no Reino Unido, Rangzieb Ahmed, de 33 anos, foi condenado hoje a prisão perpétua e cumprirá um mínimo de dez anos de detenção, por comandar operações terroristas.

EFE |

Ahmed, que foi detido no Paquistão, aonde tinha viajado da África do Sul em uma missão da Al Qaeda, chefiava uma célula terrorista que se preparava para atacar um açougue, segundo foi comprovado no tribunal de Manchester, que o julgou.

Seu cúmplice, Habib Ahmed, de 29 anos, sem relação de parentesco com ele, foi condenado por sua vez a dez anos de prisão: nove por integrar um grupo terrorista e outro por posse de documento relacionado a atividades terroristas.

Com este último, taxista de profissão, foram encontradas duas agendas com detalhes de membros da Al Qaeda.

Ao ler a sentença contra Rangzieb Ahmed, o juiz disse que o júri tinha declarado comprovado que ele é um "recrutador e organizador de células terroristas que trabalham no mundo todo para a Al Qaeda".

"O senhor não era um membro insignificante da Al Qaeda, um grupo terrorista disposto a matar e a aleijar a inocentes indiscriminadamente para conseguir seus objetivos", acrescentou.

"Estou convencido que o senhor esta dedicado à causa do terrorismo islâmico. É o senhor um homem inteligente, capaz e superficialmente razoável que está envolvido no terrorismo, o que lhe transforma em alguém muito perigoso", disse o juiz.

Segundo a sentença, Rangzieb Ahmed deverá cumprir um mínimo de dez anos, antes que se possa considerar sua libertação pagando uma fiança, o que ocorrerá só quando tiver renunciado a suas posições e não for considerado um perigo público.

Seu cúmplice, Habib Ahmed, foi condenado por tê-lo ajudado com pleno conhecimento de que ele era "um terrorista ativo que trabalhava para Al Qaeda".

"O senhor ajudou-o viajando para Dubai quando ele estava em uma missão terrorista e trouxe contigo agendas muito importantes, pois, sem elas, talvez Rangzieb Ahmed não pudesse seguir organizando atos terroristas", disse o juiz.

O dirigente terrorista passou a seu cúmplice duas agendas nas quais havia nomes de dirigentes da Al Qaeda escritos com tinta invisível.

As agendas foram descritas pelo fiscal como "livros de contatos de terroristas".

Entre os nomes e números de telefone que se incluíam, estava o do suposto "número 3" da organização no Reino Unido, Hamza Rabia. EFE jr/jp

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