Terrorismo não tem lugar em um mundo moderno, diz Bush na ONU

NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta terça-feira, durante seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, que o terrorismo não tem lugar em um mundo moderno.

Redação com agências internacionais |

Acordo Ortográfico "As nações devem cooperar para evitar que ataques terroristas aconteçam", lembrou Bush em seu último discurso na ONU como presidente dos Estados Unidos.

"Algumas nações, como Síria e Irã, continuam a patrocinar o terror, mas esses países estão cada vez mais isolados do mundo", afirmou. Em seu discurso, Bush disse que o organismo internacional, em lugar de aprovar resoluções de condenação aos atentados terroristas, deve "aprovar mais resoluções que impeçam que esses atentados ocorram".

O líder norte-americano afirmou ainda que a Assembleia da ONU deve reforçar as sanções contra a Coréia do Norte e o Irã devido aos programas nucleares destes países. "A ONU e outras instituições multilaterais são atualmente mais necessárias e de modo mais urgente do que nunca", e por isso é preciso "fortalecê-las", completou.

Ban Ki-moon abre Assembleia

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um chamado por uma "liderança mundial" em momentos econômicos difíceis, ao abrir nesta terça-feira os debates da Assembleia Geral das Nações Unidas.

"Vejo um risco de nações olhando mais para dentro, ao invés de olhar para um futuro compartilhado", disse Ban para uma audiência de mais de 120 chefes de Estado ou de Governo.

O secretário-geral falou sobre um "desafio de liderança mundial" para enfrentar as crises financeira, energética e alimentar.

Ban Ki-moon destacou que existe o risco de que o mundo retroceda "do progresso alcançado, particularmente no campo do desenvolvimento e de uma distribuição mais eqüitativa do fruto do crescimento mundial".


Ban Ki-moon discursa na ONU / AP

"Vemos novos centros de poder e liderança, na Ásia, América Latina e no mundo emergente", acrescentou.

"Neste novo mundo, nossos desafios são os da colaboração, mais que o confronto. As nações não podem mais proteger seus interesses ou avançar no bem-estar de seu povo sem a associação com as demais", concluiu Ban.

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