Terremotos deixam feridos e causam pânico na Nova Zelândia

Tremor seguindo de cinco réplicas deixa ao menos 40 feridos leves em Christchurch, onde morreram 181 em abalo de fevereiro

iG São Paulo |

A cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, foi atingida nesta segunda-feira por uma série de terremotos que deixaram ao menos 40 levemente feridos entre a população local, traumatizada por um grande tremor que matou ao menos 181 em 22 de fevereiro.

Segundo a polícia, apesar de os abalos não terem sido fatais, "vários prédios foram destruídos e estradas foram danificadas" pelo surgimento de água e areia do subsolo.

AP
Igreja destruída após os tremores que atingiram a cidade de Christchurch
Os tremores também causaram corte de energia, deixando sem calefação ao menos 20 mil casas e pontos comerciais em pleno inverno. Outros moradores de Christchurch, que tem 380 mil habitantes, estão sem abastecimento de água e telefonia, disse a rede de televisão TVNZ.

As autoridades neozelandesas suspenderam as aulas nesta segunda-feira nas escolas do centro da cidade para avaliar os danos na infraestrutura causados pelos tremores.

Christchurch reviveu o pânico de quase quatro meses atrás pouco depois do meio-dia com um forte tremor de 5,5 graus na escala Richter, que, segundo o organismo neozelandês GNS Science, teve seu epicentro a 11 quilômetros de profundidade e a dez quilômetros a sudeste da cidade.

Milhares de habitantes deixaram suas casas e os prédios onde estavam após o primeiro terremoto, ao qual seguiram cinco réplicas em um período inferior a 3 horas, o mais forte deles de 6 graus, com epicentro a dez quilômetros a sudeste de Christchurch e a uma profundidade de 9 quilômetros.

O tremor de 6 graus foi sentido nas cidades da costa leste da Ilha Sul e danificou mais ainda a já abalada catedral de Christchurch e outras construções.

Com o primeiro abalo, a igreja de Saint Johns desmoronou no centro da cidade, e dos escombros foram resgatadas duas pessoas somente com arranhões.

Algumas pessoas foram feridas pelo impacto de pedras que se soltaram de prédios. Após o primeiro terremoto, as autoridades locais ordenaram o esvaziamento de shoppings e de edifícios de escritórios, enquanto o Departamento de Aviação Civil fechou temporariamente o aeroporto de Christchurch.

"Graças a Deus conseguimos esvaziar a zona vermelha", disse o prefeito de Christchurch, Bob Parker, à Radio Nova Zelândia e em alusão à área da cidade isolada e onde continuam os trabalhos de reconstrução de vários prédios danificados pelo forte tremor de quatro meses atrás.

Ao anoitecer, o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, revelou que ainda era muito cedo para fazer uma avaliação dos danos materiais causados pelos sismos. Mas adiantou que, após falar com o prefeito de Christchurch, estava considerando a possibilidade de "declarar o estado de emergência" na zona afetada para permitir a atuação das autoridades.

"O maior revés é à confiança das pessoas", declarou Key, em alusão à lembrança do terremoto de 22 de fevereiro. Por causa desse terremoto, 10 mil casas e 1 mil prédios comerciais tiveram de ser demolidos.

O terremoto de fevereiro teve magnitude de 6,3 graus. A Nova Zelândia se localiza na falha geológica entre as placas tectônicas do Pacífico e Oceania e registra cerca de 14 mil terremotos por ano, dos quais entre 100 e 150 têm força suficiente para serem percebidos.

*Com EFE

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