Terremoto que devastou centro da Itália deixa 281 mortos

Roma, 9 abr (EFE).- O número de vítimas fatais devido ao terremoto que assolou o centro da Itália na segunda-feira passada subiu para 281 pessoas, com um corpo que ainda não foi identificado, informaram hoje fontes da Polícia italiana.

EFE |

Este número aumenta em dois o balanço de mortos feito hoje pelo primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, em entrevista coletiva em Roma, na qual explicou que há 1,5 mil feridos devido ao terremoto.

No quarto dia de tarefas de remoção de escombros na região de Abruzzo, devastada pelo terremoto de 5,8 graus na escala Richter que sacudiu o centro do país na segunda-feira, o primeiro-ministro ofereceu seu balanço oficial pela primeira vez desde Roma, após o final do Conselho de Ministros.

Na reunião ministerial, o chefe do Executivo italiano confirmou que foi decidido suspender o pagamento das hipotecas e das despesas domésticas das vítimas da tragédia.

Neste sentido, Berlusconi, que disse que restam poucos desaparecidos, mostrou-se disposto a receber ajuda de países estrangeiros para a reconstrução dos edifícios públicos derrubados pelos tremores de terra.

"Dissemos a todos (os governantes) que nosso país bastava por si mesmo sobre as ajudas, mas relançamos nossa ideia de fazer convergir sua ajuda na reconstrução de edifícios públicos, aos quais será dado o nome do país que se interessar na reconstrução", disse.

"Será feita uma lista de vários bens e cada um poderá intervir segundo sua vontade", acrescentou o premiê, que disse que, para a reconstrução de Abruzzo, serão necessários bilhões de euros.

Berlusconi informou que foram assistidos 20 mil desabrigados durante os últimos dias, há 10 mil evacuados hospedados nos hotéis do litoral, 11,669 mil pessoas trabalham no resgate e socorro, e foram instaladas 3,289 mil tendas de campanha.

O líder italiano negou que os alimentos estejam acabando na parea atingida pelo terremoto e que tenha havido fenômenos especulativos nos preços, em um dia no qual os principais supermercados de Abruzzo voltaram a abrir suas portas.

"Insisto para que não sejam enviadas mercadorias, porque não temos necessidade, e insisto para que haja uma contribuição econômica", afirmou Berlusconi.

"Esta manhã, iniciamos a discussão sobre as medidas a adotar. Os ministros irão a Abruzzo não para passear, mas para missões operativas. Está sendo preparado um decreto que aprovaremos após a Semana Santa", acrescentou, em referência à norma extraordinária para estabelecer fundos de ajuda à região central italiana.

Segundo o primeiro-ministro, que informou que foram colocados à disposição de Defesa Civil 70 milhões de euros, além dos 30 milhões de euros de início, houve 65 tremores na área entre meia-noite e 7h16 de hoje, o que "torna difícil as intervenções, as operações de socorro e a construção das casas". EFE mcs-cps/an

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