Terremoto paralisa adoções de haitianos por famílias argentinas

Buenos Aires, 24 jan (EFE).- Pelo menos 14 famílias argentinas viram com o terremoto que assolou Haiti em 12 de janeiro paralisar os trâmites das adoções de crianças desse país e pediram auxílio do Governo para concluir os processos.

EFE |

"Queremos que o Governo argentino peça ao haitiano uma permissão para que essas crianças, que estavam em processo de adoção antes do terremoto, possam vir para seus pais argentinos", disse Valéria, de uma das famílias envolvidas em declarações hoje ao jornal "Página/12".

"Precisamos salvar a vida de nossas crianças hoje, porque estão em um risco iminente", ressaltou.

No caso de não receberam ajuda governamental, as famílias decidiram ir ao Haiti para terminar o processo de adoção, que em muitos casos começou há um ano.

Diante da desesperadora situação do Haiti, onde o tremor de 12 de janeiro provocou pelo menos 111.499 mortos, as autoridades de Porto Príncipe estão incentivando que as crianças que estão em processo de adoção deixem o país para viver em lugares mais seguros com suas novas famílias.

Para isso, é necessário que os consulados dos países das famílias que vão adotar atendam aos requisitos legais para que os menores possam deixar o Haiti.

Nos últimos dias, a imprensa local recebeu denúncias de casais argentinos queixando-se da falta de apoio do Governo para conclusão das adoções.

Uma das famílias com processo mais avançado é um casal dos arredores de Buenos Aires e para quem Mckinder, de dois anos e meio, é legalmente filho porque já saiu a sentença de adoção e só falta a entrega do passaporte para o garoto chegar à Argentina, informou neste domingo o jornal "Crítica".

Quem teve renovada a esperança foi Carina Valdés e Darío Pacheco.

Entre os escombros de um orfanato de Porto Príncipe foi localizado o documento que certifica serem os pais adotivos da pequena Rosalinda, sobrevivente do terremoto transferida recentemente aos Estados Unidos, informou a publicação "Uno", de Mendoza.

O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti ocorreu às 19h53 de Brasília do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Segundo um balanço do Ministério do Interior haitiano de sábado, já foram retirados dos escombros 111.499 corpos.

Pelo menos 21 brasileiros morreram, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti. EFE ea/dm

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