Terremoto no sudeste da Espanha deixa mortos em Múrcia

Ao menos oito morreram durante desmoronamentos causados por tremor de magnitude 5,1; Lorca é cidade mais atingida

iG São Paulo |

Um terremoto de magnitude 5,1 na escala Richter que se seguiu a um de 4,5 deixou ao menos oito mortos (incluindo um menor) nesta quarta-feira no município de Lorca, na Comunidade Autônoma de Múrcia (sudeste da Espanha), para onde se dirigiram integrantes da Unidade Militar de Emergência - criada para atender situações de catástrofes naturais.

Segundo os jornais espanhóis El País e El Mundo, o delegado de governo Rafael González Tovar retificou a cifra de mortos, inicialmente anunciada em dez, para oito, afirmando que dois feridos se encontram em estado muito grave. Cerca de 10 mil ficaram desalojados, de acordo com o governo, e há outras dezenas de feridos. O tremor foi o mais grave a atingir a Espanha desde 1956 .

"Em todas as partes da cidade houve danos", afirmou o prefeito de Lorca, Francisco Jodar, à rede de televisão pública espanhola. A televisão pública mostrou imagens de escombros nas ruas, entre os quais parte da cúpula do Santuário Virgen de las Huertas, padroeira da cidade, e de outras duas igrejas.

Segundo fontes policiais, há possibilidade de serem encontradas mais vítimas. Moradores de Lorca relataram que a situação é de "pânico", com milhares nas ruas sem saber o que fazer após terem sido surpreendidas pelos tremores. Um porta-voz da prefeitura informou que a sede da administração municipal foi esvaziada.

Segundo a vereadora de Segurança, María Belém Pérez, a situação é "extrema", sem precedentes. Moradores lotaram parques para ficar longe de edifícios. Segundo testemunhas, "as ruas do centro estão desertas, com automóveis vazios, muitos deles sepultados por escombros". O principal hospital da cidade teve de ser esvaziado.

null"De repente, o chão começou a tremer, minha mãe chegou gritando para ficarmos embaixo dos portais", afirmou Emilio, da cidade de Múrcia, à televisão pública espanhola. "Todo o centro de Lorca foi atingido", acrescentou também à rádio pública o delegado do governo em Múrcia, Rafael González Tovar. Estou "morta de medo, isto é como um filme", declarou Virtudes, uma médica de Lorca, no site do El País. "Esperamos os abalos secundários", disse.

De acordo com o Ministério do Interior espanhol, o tremor mais forte, cujo epicentro foi na serra de Tercia, a 4 km de Lorca, foi sentido em vários povoados da região, como a capital Múrcia, Mazarrón, Cartagena e Águilas.

O terremoto também produziu danos na localidade de Totana, assim como na vizinha Província de Albacete, a mais de 200 km ao norte, e também nas cidades de Almería, Granada, Jaén, Málaga e Sevilla (Andaluzia, sul). O tremor chegou a ser sentido até na capital da Espanha, embora não tenham sido reportados danos.

O terremoto aconteceu às 18h47 local (13h47 de Brasília), apenas duas horas após um pequeno tremor de 4,5 graus de magnitude atingir o mesmo local, às 15H05 (10H05 de Brasília), segundo o serviço sismológico espanhol. De acordo com a Agência Geológica dos EUA, o abalo sísmico de 5,1 ocorreu a apenas 1 km de profundidade.

Segundo o jornal espanhol El País, o túnel da região em direção a Andaluzia desmorou. A Unidade Militar de Emergências foi mobilizada e o hospital Rafael Méndez de Lorca foi parcialmente atingido.

Em Lorca houve quedas em ao menos dois edifícios, um na rua Galícia e outro na zona do bairro Viña. Um dos mortos era morador do bairro de San Cristóbal. Os vizinhos permanecem fora de suas casas, na rua, com medo de novos colapsos.

Segundo o prefeito do município, Francisco Jódar, autoridades locais ativaram o Plano de Emergências Municipal enquanto o governo de Múrcia colocou em andamento o nível 1 do Plano de Emergências.

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*Com AFP, EFE e informações do jornal El País

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