Terremoto no Japão: trabalho de socorro é dificultado por neblina e chuva

Os socorristas enfrentavam nesta quinta-feira chuva e neblina para ajudar os moradores da região do norte do Japão abalada por um violento terremoto que deixou mais de 120 feridos.

AFP |

O terremoto de 6,8 graus na escala Richter sacudiu pouco depois de meia-noite (horário local) os distritos de Iwate e Aomori, no norte da ilha de Honshu, uma região montanhosa já afetada em 14 de junho por um terremoto de 7,2 graus que deixou 13 mortos e 10 desaparecidos.

Canalizações e linhas elétricas foram danificadas, privando mais de 10.000 pessoas de eletricidade. Além disso, deslizamentos bloquearam várias estradas na costa Pacífica de Honshu.

Segundo o último balanço estabelecido pela Agência nacional dos desastres, o terremoto deixou 126 feridos, dos quais 26 estão em estado grave.

Helicópteros do Exército sobrevoaram a região, famosa por suas plantações de amoras e suas fontes termais, à procura de eventuais vítimas, mas a tarefa era dificultada pela pouca visibilidade e a forte chuva.

"Nunca senti um terremoto tão forte em toda a minha vida", declarou Kenji Sasaki, encarregado dos desastres na cidade de Hirono, onde rachaduras apareceram nas paredes e nos tetos das casas.

"Estava dormindo na hora do tremor, e não pôde me mexer durante todo o tempo que durou o terremoto", comentou Sasaki à AFP.

Uma célula de crise foi instalada pelo governo em Tóquio, onde o tremor sacudiu os prédios, apesar de a capital estar a 500 km de distância do epicentro.

"Estava quase dormindo quando aconteceu. Como todo mundo, fiquei preocupado", contou o primeiro-ministro, Yasuo Fukuda, que prometeu "tomar rapidamente as medidas apropriadas" para encarar o desastre.

Em Sendai, a maior cidade do norte de Honshu, Yasutoshi Hanei, um empresário de 40 anos, relatou que estava numa livraria quando os livros pularam de repente das prateleiras.

"Parecia que estávamos dentro de um liquidificador", afirmou.

Um tremor secundário de 5 graus na escala Richter foi registrada no fim de manhã desta quinta-feira. Para os sismólogos, o número de tremores secundários sentidos deverá ser fraco, já que o primeiro foi muito profundo, 108 km abaixo da superfície do solo, segundo os serviços meteorológicos.

Localizado na junção de quatro placas tectônicas, o Japão é abalado por milhares de terremotos a cada ano. Entretanto, a solidez das construções e a boa preparação da população permitem na maioria dos casos limitar o número de vítimas, mesmo em caso de abalo muito violento.

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