Terremoto no centro da Itália deixa mais de 90 mortos

ROMA - Pelo menos 92 pessoas morreram e 50.000 ficaram desabrigadas nesta segunda-feira em um dos terremotos mais graves registrado na Itália na última década, que destruiu casas, edifícios e igrejas da histórica cidade de LAquila, na região central do país e ao leste de Roma.

Redação com AFP |

"O balanço de mortos é grande", declarou o ministro do Interior, Roberto Maroni, à imprensa. Várias pessoas ainda estão desparecidas, de acordo com a polícia.

A cidade medieval de L'Aquila fica a a 110 quilômetros de Roma. Boa parte dos monumentos artísticos, campanários e cúpulas foram parcialmente destruídos.

Segundo estimativas da Defesa Civil, que coordena as operações de resgate, entre 40 e 50 mil pessoas estão desabrigadas pelo tremor. Elas serão transferidas para hoteis e barracas de campanha.

A Defesa Civil anunciou ainda que mais de 10.000 casas e edifícios foram danificados pelo terremoto, registrado às 3h30 locais (22h30 de Brasília, domingo) na cidade de L'Aquila, capital da região montanhosa dos Abruzzos.

O tremor de 6,2 graus, segundo o novo sistema de cálculo do momento, teve o epicentro a 8,8 km de profundidade.

Grande número de mortos

O número de mortos pode continuar aumentando, principalmente pelas dramáticas condições em que ficaram as áreas históricas dos bairros mais afetados pelo terremoto, informou o canal italiano RAI1.

Na cidade de Paganica seis corpos foram retirados dos escombros, enquanto em Pogio Picenze foram encontrados cinco, de acordo com a emissora Sky 24.

Pelo menos quatro crianças morreram em L'Aquila e várias pessoas permanecem presas sob os escombros.

Muitas pessoas se refugiaram nos próprios automóveis, estacionados diante das residências destruídas.

As equipes de resgate prosseguem retirando os escombros e pedem silêncio para detectar qualquer som entre as pilhas de cimento. O ministério do Interior enviou 1.700 policiais e bombeiros às áreas afetadas.

Vilarejos inteiros foram destruídos, segundo testemunhas
Centenas de pessoas seguem desaparecidas e resgate continua / AP

As estradas de acesso a L'Aquila foram fechadas e milhares de pessoas caminhavam pelas ruas como formigas com cobertores e garrafas d'água.

Estado de emergência

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, decretou emergência nacional e designou o chefe da Defesa Civil, Guido Bertolaso, como coordenador dos trabalhos de resgate.

"É uma tragédia sem precedentes", afirmou o chefe de governo italiano Silvio Berlusconi, que cancelou uma viagem que faria nesta segunda-feira a Moscou.

"Teremos muitas vítimas, muitos feridos e muitas casas derrubadas", declarou Bertolaso.

Terremoto deixou Terremoto deixou região histórica de L'Aquila destruída / AP

Condolências de líderes internacionais

O papa Bento 16 rezou pelas vítimas, em particular as crianças.

"O papa expressa sua dor às populações afetadas e oferece orações fervorosas pelas vítimas, em particular pelas crianças", afirma um telegrama enviado em nome do pontífice pela secretaria de Estado às autoridades religiosas da cidade de L'Aquila.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que está em uma visita oficial a Turquia , apresentou em uma entrevista coletiva em Ancara suas condolências às vítimas do terremoto.

"Nós queremos enviar nossas condolências às famílias e esperamos que seja possível enviar equipes de resgate", afirmou Obama ao lado do presidente turco, Abdullah Gul.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, também manifestou pêsames pela tragéida.

"Foi com grande tristeza que soube do trágico terremoto em L'Aquila, que causou muitas vítimas", afirma Barroso em uma mensagem enviada ao primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi.

"Quero expressar em meu nome e no da Comissão Europeia meu mais sincero pêsame".


Epicentro do terremoto foi em L'Aquila, no centro da Itália


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