Terremoto na Itália mata ao menos 150; Governo libera ajuda de 30 milhões de euros

O Governo italiano anunciou nesta segunda-feira a liberação imediata de 30 milhões de euros como assistência às vítimas do terremoto que destruiu casas, edifícios e igrejas da histórica cidade de LAquila, na região central do país e ao leste de Roma. De acordo com o jornal Corriere della Sera, ao menos 150 pessoas morreram e 1.500 ficaram feridas. Cerca de 250 pessoas seguem desaparecidas e 100 mil estão desabrigadas.

Redação com agências internacionais |

Em entrevista ao canal estatal de televisão RAI, Berlusconi anunciou que amanhã voltará a Abruzzo, onde ficará o dia todo para avaliar a situação da catástrofe. O primeiro-ministro decretou emergência nacional e designou o chefe da Defesa Civil, Guido Bertolaso, como coordenador dos trabalhos de resgate.

O Conselho de Ministros, que se reuniu hoje em caráter extraordinário, voltará a discutir a situação da região de Abruzzo na quinta-feira, quando tentará "traçar um panorama sobre a possibilidade de destinar recursos" à reconstrução do local, segundo Berlusconi.

"Podemos contar também com algumas centenas de milhões de euros que chegarão do fundo europeu para as catástrofes", acrescentou o primeiro-ministro.

Destruição

A Defesa Civil anunciou ainda que mais de 10 mil casas e edifícios foram danificados pelo terremoto, registrado às 3h30 locais (22h30 de Brasília, domingo) na cidade de L'Aquila, capital da região montanhosa dos Abruzzos.

O tremor de 6,2 graus, segundo o novo sistema de cálculo do momento, teve o epicentro a 8,8 km de profundidade.

Grande número de mortos

O número de mortos pode continuar aumentando, principalmente pelas dramáticas condições em que ficaram as áreas históricas dos bairros mais afetados pelo terremoto, informou o canal italiano RAI1.

As equipes de resgate prosseguem retirando os escombros e pedem silêncio para detectar qualquer som entre as pilhas de cimento. O Ministério do Interior enviou 1.700 policiais e bombeiros às áreas afetadas.

As estradas de acesso a L'Aquila foram fechadas e milhares de pessoas caminhavam pelas ruas como formigas com cobertores e garrafas d'água.

Vilarejos inteiros foram destruídos, segundo testemunhas
Centenas de pessoas seguem desaparecidas e resgate continua / AP

Terremoto deixou Terremoto deixou região histórica de L'Aquila destruída / AP

Condolências de líderes internacionais

O papa Bento 16 rezou pelas vítimas, em particular as crianças.

"O papa expressa sua dor às populações afetadas e oferece orações fervorosas pelas vítimas, em particular pelas crianças", afirma um telegrama enviado em nome do pontífice pela secretaria de Estado às autoridades religiosas da cidade de L'Aquila.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que está em uma visita oficial a Turquia , apresentou em uma entrevista coletiva em Ancara suas condolências às vítimas do terremoto.

"Nós queremos enviar nossas condolências às famílias e esperamos que seja possível enviar equipes de resgate", afirmou Obama ao lado do presidente turco, Abdullah Gul.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, também manifestou pêsames pela tragéida.

"Foi com grande tristeza que soube do trágico terremoto em L'Aquila, que causou muitas vítimas", afirma Barroso em uma mensagem enviada ao primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. "Quero expressar em meu nome e no da Comissão Europeia meu mais sincero pêsame".


Epicentro do terremoto foi em L'Aquila, no centro da Itália


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