Roma, 6 abr (EFE).- Os números oficiais sobre o terremoto que castigou a Itália já somam 70 mortos e quase 1.

500 feridos, segundo os dados da Defesa Civil italiana.

Em entrevista coletiva concedida na cidade de L'Aquila, uma das mais afetadas pelo terremoto, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse que por enquanto são poucos os dados precisos sobre a tragédia, mas assegurou que há cerca de 1.500 feridos.

Já o chefe da Defesa Civil italiana, Guido Bertolaso, afirmou em L'Aquila que, por enquanto, são 70 as vítimas do terremoto de 5,8 graus de magnitude na escala Richter cujo epicentro foi localizado a poucos quilômetros da cidade e que foi registrado às 22h32 de ontem (horário de Brasília).

Durante sua fala, o primeiro-ministro da Itália quis esclarecer que todos os locais afetados da região de Abruzzo já dispõem de equipes de emergência que trabalham para ajudar os desabrigados.

"O que posso garantir, após sobrevoar a região de helicóptero, é que não há nenhum ponto afetado onde não existam meios de socorro", disse Berlusconi.

O premiê italiano também quis rebater alguns críticos os quais dizem que a tragédia poderia ter sido evitada, já que tremores mais fracos foram sentidos na região nas últimas semanas.

"Não existem dados científicos para prevenir os terremotos", afirmou Berlusconi, explicando que já houve uma reunião da comissão italiana de Grandes Riscos, formada pelos maiores especialistas de engenharia sísmica do país para "resolver a situação e pensar em como prevenir" que algo similar aconteça.

O primeiro-ministro da Itália contou ter visto do helicóptero muitos "edifícios caídos, sobretudo construções antigas".

Berlusconi comentou que recebeu telefonemas dos presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, os quais expressaram sua solidariedade aos afetados pelo terremoto.

Está prevista para as 14h de hoje (horário de Brasília) a realização de um Conselho de Ministros extraordinário para destinar recursos econômicos para a recuperação da zona atingida pelo terremoto. EFE mcs/bba

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