Terremoto na China pode ter deixado mais de 80.000 mortos

O terremoto que abalou o sudoeste da China pode ter provocado mais de 80.000 mortes, disse neste sábado o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na presença da imprensa na província de Sichuan (sudoeste).

AFP |

O chefe do governo chinês ainda confirmou a existência de mais de 60.000 vítimas.

Wen Jiabao visitou neste sábado Yingxiu, o epicentro do terremoto, junto com o secretário-geral da ONU.

Durante uma entrevista coletiva em Pequim, o governo chinês informou que o número de mortos confirmados chegou a 60.560, e ainda mencionou 26.221 desaparecidos.

As autoridades lembraram que o terremoto deixou mais de 5,47 milhões de desabrigados, e destacou que muitos outros moradores da região terão que ser retirados das áreas de risco. No total, mais de 11 milhões de pessoas terão de ser reinstaladas, segundo o governo.

O balanço precedente da catástrofe, fornecido na sexta-feira, mencionava 55.740 mortos confirmados e 24.960 desaparecidos, a maioria na província de Sichuan.

Ban Ki-moon chegou na manhã deste sábado a Chengdu, a capital de Sichuan, e seguiu imediatamente de helicóptero para Yingxiu para uma visita de algumas horas na região devastada em 12 de maio pelo terremoto de magnitude 8 na escala Richter.

Wen Jiabao, por sua vez, está em Sichuan desde quinta-feira.

Segundo a agência Nova China, Ban Ki-moon prometeu que a ONU se mobilizará para as operações de assistência e de reconstrução.

A China considerou sexta-feira que serão necessários até três anos para reconstruir as zonas arrasadas pelo terremoto, e expressou sua preocupação com as condições de vida e de higiene dos milhões de desabrigados.

O terremoto, o mais mortífero na China em mais de 30 anos, destruiu quase 5,5 milhões de edifícios.

A assistência médica internacional aumentou sexta-feira com a instalação pela Cruz Vermelha alemã de um hospital móvel em Dujiangyan.

Uma equipe médica russa está na cidade de Pengzhu, e voluntários japoneses se estabeleceram em Chengdu, onde uma equipe médica de 13 pessoas deve chegar neste domingo.

phm/yw

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