Terremoto mata pelo menos quatro na Indonésia

Jacarta, 4 jan (EFE).- Pelo menos quatro pessoas morreram e 26 ficaram feridas em uma série de terremotos, dois deles superiores aos 7 graus na escala Richter, que sacudiram ontem a região de Papua, no leste do arquipélago da Indonésia.

EFE |

O Serviço Geológico dos Estados Unidos, que monitora a atividade sísmica mundial, registrou um terremoto de magnitude 7,6 na escala aberta de Richter às 04h43 locais de hoje (17h43 de ontem pelo horário de Brasília).

Também concluiu que seu epicentro foi detectado a 35 quilômetros de profundidade, à distância de 135 quilômetros ao oeste de Manokwari, capital da província de Papua.

Este terremoto foi seguido de um alerta de tsunami por parte do Centro do Pacífico, que indicou que os detectores mostraram a formação de ondas altas, e das autoridades da Indonésia, embora este alerta tenha sido retirado pouco depois.

Além de várias réplicas de níveis entre 4,7 graus e 5,6 graus, um segundo tremor de 7,3 graus na escala Richter sacudiu a região às 07h33 locais (20h33 de ontem pelo horário de Brasília), com seu epicentro também sobre os 35 quilômetros de profundidade.

Este segundo abalo ocorreu a 90 quilômetros ao oeste de Manokwari, a cerca de 3 mil quilômetros da capital Jacarta.

Segundo as autoridades locais, ambos os terremotos causaram danos materiais em Manokwari, que tem cerca de 165 mil habitantes, assim como em Sorong, onde vivem aproximadamente 180 mil pessoas.

Um funcionário do hospital geral de Manokwari confirmou que pelo menos 26 pessoas ficaram feridas, das quais dois foram internadas na unidade de terapia intensiva (UTI), e que uma menina se encontra entre as vítimas mortais, após a parede de sua casa cair sobre ela.

O chefe da delegacia regional de Polícia, general Bagus Ekodanto, disse ter sido informado sobre a derrubada de um pequeno hotel de três andares e de um armazém em Manokwari.

Um funcionário da Prefeitura da capital da província disse a uma emissora de rádio local que cinco pessoas ficaram presas entre os escombros do hotel, parcialmente derruído, embora três tenham sido resgatadas com vida e levados ao hospital.

O funcionário apontou que as outras duas vítimas seguiam presas nas ruínas do Hotel Mutiara, de construção antiga.

O Hotel Kalidingin também foi destruído quando aconteceu o tremor de 7,3 graus, quase três horas após o primeiro.

Segundo a Polícia, milhares de pessoas encheram as ruas de Manokwari e permaneceram fora de casa, inclusive depois que se retirou o alerta de tsunami.

Na cidade de Sorong também houve desabamentos, mas não havia informação de vítimas.

A agência de socorro World Vision enviou cerca de 2 mil unidades de mantimentos de emergência, que incluem alimentos enlatados, cobertores e medicamentos básicos, disse a porta-voz da organização Katarina Hardono.

Segundo Panji, porta-voz da Agência Nacional de Coordenação em Desastres, unidades da Polícia e do Exército foram mobilizadas para participar dos trabalhos de ajuda e resgate.

Os tremores também obrigaram as autoridades do aeroporto de Rendani, em Manokwari, a cancelar suas operações por razões de segurança, forçando um voo da companhia aérea Express Air destinado a esta localidade a retornar para o seu local de origem, Jayapura, 800 quilômetros ao leste.

Priyadi Kardono, porta-voz do Centro para a Gestão de Desastres, disse que quatro pessoas morreram na série de terremotos ocorridos na remota região de Papua Ocidental.

A ilha de Nova Guiné, cuja metade ocidental pertence à Indonésia, fica sobre o chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica que é sacudida por 7 mil tremores, em média, por ano, a maioria moderados.

A região, uma das mais ricas em recursos naturais do país, é também uma das menos desenvolvidas da Indonésia, em parte devido à presença de pequenos grupos insurgentes. EFE ind/jp

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