Terremoto mata dois e deixa mais de 100 feridos na Grécia

Um terremoto de magnitude de 6,5 graus na escala Richter atingiu, neste domingo, o noroeste do Peloponeso, no sul da Grécia. Duas pessoas morreram, mais de 100 ficaram feridas e dezenas de casas ruíram, informaram as autoridades gregas.

Redação com agências internacionais |

As vítimas são um homem de 56 anos e uma idosa de 88. Ambos morreram no desabamento de suas casas. Foi o primeiro terremoto com vítimas na Grécia desde 1999.

"Meus pensamentos nessas horas estão com nossos companheiros cidadãos que estão sofrendo", disse o primeiro-ministro grego, Costas Karamanlis, que está em visita a Viena, na Áustria. "Junto com a tristeza pelo que aconteceu e pela perda de vidas, quero destacar que o governo estará ao seu lado." Karamanlis vai encurtar sua visita e volta nesta segunda-feira à Grécia.

O ministro de Interior grego, Prokopis Pavlopulos, disse que o tremor derrubou 50 imóveis em diversas localidades da região e que "os danos foram limitados" levando-se em conta a magnitude do abalo.

O governo grego disse que dará uma indenização de 3.000 euros a quem perdeu sua casa no terremoto.

O terremoto, registrado às 15h25 (hora local), aconteceu quase um ano depois dos devastadores incêndios florestais que deixaram mais de 60 mortos na região do Peloponeso.

Segundo as autoridades, as áreas mais afetadas foram as das Prefeituras de Achaia e de Ilias, embora o forte tremor tenha sido sentido com grande intensidade em diversos pontos do país, inclusive em localidades a mais de 800 quilômetros do epicentro, como no sul da Itália.

Os centros sismológicos gregos disseram que o primeiro local a sentir o tremor foi Andravida, 65 quilômetros a sudoeste do porto de Patras, onde fica uma falha geológica que se estende do Mar Jônico até o norte do Mar Egeu, passando pelo sul do Peloponeso.

O povoado de Antiga Olímpia, berço dos Jogos Olímpicos da antigüidade, também foi sacudido pelo terremoto, depois de ter tido grande parte de seu sítio arqueológico e de sua vegetação destruídos os incêndios de julho de 2007.

Georgos Aidonis, prefeito de Olímpia, declarou ao canal estatal "NET" que o terremoto "semeou o pânico e a preocupação" entre os habitantes da localidade, que ainda se recupera dos trágicos eventos do último verão grego.

O político também disse que "o Museu Arqueológico e lojas da cidade, especialmente as turísticas com objetos de cerâmica", sofreram danos por causa do tremor.

Por sua vez, Yanis Papandreu, prefeito de Andravida, epicentro do terremoto, disse à televisão que "nunca tinha vivido tal coisa" em seus 65 anos de vida, mas que, "felizmente, só há pessoas levemente feridas", em sua maioria por causa "do pânico".

No povoado vizinho de Kato Achaia, vários imóveis desabaram, a maioria antigos. O mesmo aconteceu em outras localidades próximas.

No porto de Patras, um dos maiores centros urbanos da Grécia, muita genta passava a tarde nas praças e espaços abertos da cidade.

Vários habitantes disseram que vão passar a noite na rua, já que sismólogos previram várias réplicas.

O aeroporto militar de Andravida, cuja torre de controle sofreu danos e que teve que suspender suas operações, já reabriu para receber vôos com material de ajuda para os desabrigados e engenheiros para avaliar o estado das casas.

A Grécia é o país europeu com maior atividade sísmica.

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Com informações da AP

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