Bogotá - O número de mortos pelo terremoto do Haiti já chegou a 75 mil, segundo o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, que confirmou o número em entrevista a um canal de televisão da Colômbia.

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  • "A informação que o Governo recolheu é que o número de mortos pode ser de 75 mil" e que "aproximadamente 300 mil famílias estão na rua", assegurou Bellerive.

    O líder garantiu que há "poucos distúrbios" entre a população e os atribuiu ao desespero para obter água e alimentos, enquanto expressou que o Governo de seu país "trabalha em meio às dificuldades" causadas pelo tremor.

    Bellerive, que tem dormido em um automóvel e trabalhado em um posto de Polícia de Porto Príncipe, disse que "não há insegurança", contrariando as televisões de todo o mundo.

    Reconheceu, ainda, que a distribuição das ajudas internacionais entre os desabrigados foi lenta, mas lembrou que "a administração não estava podendo trabalhar", pois os edifícios governamentais estão destruídos. No entanto, disse que agora as entregas estão "em um nível aceitável" e poderão ser agilizadas.

    O primeiro-ministro explicou ainda que a mobilidade é um problema, pois não há gasolina, e por isso o transporte é muito difícil, mas acredita que a situação "em breve será normalizada".

    Bellerive disse que "uma de suas maiores preocupações" é ter que tomar a decisão de ordenar a suspensão dos resgates de sobreviventes, pois segundo protocolos internacionais, o tempo para isso já passou.

    Porém, lembrou que ainda há muitos corpos sem vida para serem resgatados, e em caso de chuva, a situação sanitária seria preocupante, pois poderiam acontecer epidemias.

    O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do último dia 12 (terça-feira) e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, Bellerive disse que o número de mortos superará 100 mil.

    O Exército brasileiro informou que pelo menos 17 militares do país que participavam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

    A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.

    *Com informações da Efe*

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