Terremoto em Christchurch custará US$ 12 bilhões às seguradoras

Tremor deixou 75 mortos e mais de 300 desaparecidos na cidade

EFE |

Sydney - O devastador terremoto no sul da Nova Zelândia custará às seguradoras cerca de US$ 12 bilhões (cerca de R$ 20 bi) em indenizações às vítimas e despesas por consertos, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira pela empresa de consultoria J.P. Morgan. Se o valor for confirmado, será o segundo desastre natural mais custoso da história, atrás apenas do terremoto de Northridge, na Califórnia, que em 1994 obrigou as companhias de seguros a desembolsarem US$ 20,3 bilhões, aproximadamente R$ 33,8 bilhões.

O documento da J.P. Morgan publicado pela imprensa local afirma que o valor dos danos será o dobro dos US$ 6 bilhões previstos pelo Governo neozelandês. A destruição em Christchurch foi tal que até alguns edifícios que se mantiveram de pé precisarão ser reconstruídos. A Suncorp e a australiana IAG, as dois maiores seguradoras presentes na Nova Zelândia, poderão cobrir suas perdas no presente ano fiscal, mas terão que pedir créditos no próximo.

As duas companhias precisaram desembolsar nos últimos meses centenas de milhões de dólares devido às inundações no norte da Austrália, o maior de uma série de desastres naturais que afetaram o país. O terremoto em Christchurch deixou até o momento pelo menos 75 mortos e 300 desaparecidos.

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