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Terremoto deixa mais de 50 mortos na Itália, diz ministro

LAQUILA - Um poderoso terremoto sacudiu uma grande faixa no centro da Itália enquanto moradores dormiam na madrugada da segunda-feira, matando pelo menos 50 pessoas quando milhares de casas, igrejas e outras edificações desmoronaram ou foram danificadas, disse o Ministro do Interior, Roberto Maroni.

Redação com agências internacionais |

Os mortos estavam em sua maioria em L'Aquila, uma cidade montanhosa do século 13 a cerca de 100 quilômetros de Roma, com 68 mil habitantes, e vilarejos vizinhos na região de Abruzzo.

AP
Terremoto deixou
Terremoto deixou "mais de 50 mortos", diz ministro

A Agência de Proteção Civil estimou que 50 mil pessoas podem estar desabrigadas. Trata-se do terremoto mais mortal a atingir a Itália desde 1980, quando um sismo de 6,5 graus matou 2.735 pessoas no sul do país.

Moradores de Roma, que raramente é atingida por atividade sísmica, foram acordados pelo terremoto, que atingiu 6,3 graus na escala Richter e ocorreu por volta das 3h30 (horário local, 22h30 de domingo no horário de Brasília).

Casas mais velhas e edificações feitas de pedra, particularmente em vilarejos remotos que não passaram por um processo de restauração, desabaram como casas de palha.

Hospitais faziam apelos por ajuda de médicos e enfermeiros através da Itália. Um mau cheiro de gás cobria algumas partes das cidades montanhosas, após a ruptura de dutos.

Berlusconi declara emergência

O primeiro-ministro Silvio Berlusconi cancelou uma viagem a Moscou e declarou emergência nacional, o que lhe possibilita liberar fundos para assistência e reconstrução.

"É uma tragédia sem precedentes", afirmou o chefe de governo italiano.

O papa Bento 16 disse que está fazendo uma oração especial pelas vítimas. "O papa expressa sua dor às populações afetadas e oferece orações fervorosas pelas vítimas, em particular pelas crianças", afirma um telegrama enviado em nome do pontífice pela secretaria de Estado às autoridades religiosas da cidade de L'Aquila.

Vilarejos destruídos

Povoados inteiros ficaram destruídos quase totalmente após o terremoto, segundo relatam testemunhas.

Reuters
Vilarejos inteiros foram destruídos, segundo testemunhas
Vilarejos inteiros foram destruídos, segundo testemunhas

"Há pânico. Há povoados destruídos quase que completamente. As mães, os filhos, as mulheres, saímos todos para fora de casa", afirma um dos sobreviventes em declarações no jornal "Corriere della Sera" em seu site.

"Não sei quantas pessoas ficaram sob os escombros. Eu estava com minha mulher na cama no segundo andar. Na primeira estava minha mãe com meus filhos. Todos os tetos caíram. Não sei nem como conseguimos sair com vida", acrescentou.

Guido Mariani explicou ao jornal "La Repubblica" que permaneceu "durante três horas sob os escombros" e que "felizmente" duas vigas impediram que um muro caísse em cima dele.

Mariani assegurou que os que o salvaram, retiravam os escombros com as mãos, mas não pôde dizer quanta gente estava sob os escombros no conjunto de casas no qual se encontrava.

Natalia Amoroso, uma jovem estudante da cidade de Aquila (um dos lugares mais afetados) soube do ocorrido esta noite em seu povoado pelo testemunho de algumas companheiras.

"Eu me encontrava esta noite em Lanciano, mas pude falar com duas amigas minhas do instituto e me disseram que só querem sair dali. Por enquanto não podem porque as ruas estão bloqueadas", disse Amoroso.

"Segundo me disseram, nosso instituto sofreu danos e há prédios que desabaram completamente", acrescentou.

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* Com Reuters e AFP

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