Terremoto deixa cerca de 10 mil mortos na China

O terremoto que atingiu a província de Sichuan, no sudoeste da China, nesta segunda-feira, deixou cerca de 10 mil pessoas mortas, segundo a agência de notícias oficial do país, a Xinhua. De acordo com a agência chinesa, o escritório regional de sismologia na província de Sichuan informou que mais de 1180 tremores de até 6 pontos na escala Richter foram registrados até a madrugada de terça-feira.

BBC Brasil |

Apenas em um condado, Beichuan Qiang, onde estima-se que até 80% das construções foram destruídas, o número de mortos passa de 7 mil, segundo a Xinhua.

Beichuan Qiang tem 161 mil habitantes e fica a cerca de 160 quilômetros da capital Chengdu.

O terremoto desta segunda-feira chegou a 7,8 pontos na escala Richter e foi o pior a atingir a China nos últimos 30 anos.

A última vez que um abalo dessa magnitude foi registrado na China foi em julho de 1976, quando um terremoto destruiu a cidade de Tangshan, no norte do país, e matou pelo menos 242 mil pessoas.

Na cidade de Dujiangyan, que fica a cerca de cem quilômetros do epicentro do terremoto desta segunda-feira, cerca de 900 estudantes ficaram soterrados no desabamento de uma escola.

Na mesma cidade, um hospital desmoronou, soterrando centenas de pessoas.

Em Shifang, duas fábricas de químicos desmoronaram e centenas de pessoas estão presas nos escombros. Cerca de 80 toneladas de material corrosivo vazaram e 6 mil pessoas tiveram de ser evacuadas e, segundo a Xinhua, 600 pessoas morreram.

Pandas
O tremor, registrado às 14h28 (3h28 de Brasília), teve seu epicentro próximo da cidade Wenchuan, a cerca de 100 quilômetros a noroeste de Chengdu.

Wenchuan tem uma população de 111,8 mil habitantes e é famosa por abrigar um centro de reprodução ursos panda gigantes.

O governo chinês já enviou 5 mil soldados e 3 mil policiais à região. Espera-se que os esforços de resgate entrem madrugada adentro.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, está na região atingida acompanhando os esforços de resgate.

No avião oficial a caminho de Sichuan, o primeiro-ministro disse à imprensa estatal que será o responsável pela central de resgate e auxílio que foi montada especialmente para lidar com a catástrofe e envolve oito departamentos do conselho de Estado.

O presidente da China, Hu Jintao, reforçou o pedido de que "todos" os esforços sejam concentrados na ajuda às vítimas.

Estragos
As linhas telefônicas estão funcionando irregularmente na região atingida pelo terremoto.

Muitas pessoas se queixam que não conseguiram contatar imediatamente os parentes e conhecidos que estão nas áreas afetadas.

Deslizamentos de terra bloquearam as três grandes conexões ferroviárias, deixando mais de 30 trens de passageiros e quase 150 trens de carga paralisados.

A companhia aérea China Easter Airline suspendeu todos os vôos para Chengdu. A Administração Nacional de Turismo ordenou que as viagens de grupos de turismo à região sejam canceladas.

O terremoto também foi sentido em Pequim, Xangai e alguns lugares de Hong Kong.

O último terremoto a afetar a China foi registrado em 21 de março e alcançou 7,2 graus na escala Richter, atingindo a região de Xinjiang. Mas o abalo causou pouca destruição em comparação com o terremoto desta segunda-feira.

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