Isabel Conde Tóquio, 13 jun (EFE) - Pelo menos quatro pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas, algumas gravemente, devido a um forte terremoto de 7,2 graus na escala Richter que atingiu hoje uma grande área do nordeste do Japão. Fazia quase três anos desde a última vez que um tremor tão forte afetou o Japão, em agosto de 2005, segundo a Agência Nacional de Meteorologia. Na ocasião, o sismo também teve uma magnitude de 7,2 na escala de Richter, e de 6 na escala japonesa, que tem um máximo de 7 pontos. Cerca de 290 pessoas, incluindo vários turistas, ficaram presas em muitas das regiões afetadas, e aproximadamente 30 mil lares ficaram sem eletricidade, segundo os últimos dados da agência local de notícias Kyodo. Às 8h43 (20h43 de sexta-feira em Brasília), o terremoto, cujo epicentro foi a 8 quilômetros de profundidade, atingiu com força as províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima, na ilha japonesa de Honshu, embora não tenha motivado a emissão de um alerta para tsunami. Desde que aconteceu o terremoto, as autoridades registraram pelo menos 160 réplicas de diferentes magnitudes que chegaram a alcançar 6 graus de intensidade, segundo a imprensa japonesa. Ao longo do dia, a Agência Nacional de Meteorologia confirmou que o número de mortes subiu para quatro. A primeira vítima foi Tomozo Chiba, um morador da cidade de Ichinoseki, em Iwate, de 60 anos, que foi atropelado por um caminhão ao sair de sua casa assustado com o terremoto. Mic...

Ainda não há detalhes sobre a quarta vítima.

O primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, ordenou poucos minutos depois do terremoto a formação de um grupo de emergência, segundo Machimura, e as operações de resgate já começaram, embora possam ser prejudicadas pela chuva que cai sobre o nordeste japonês.

As Forças de Autodefesa do Japão e o Serviço de Guarda Costas se desdobraram a pedido das autoridades de Iwate e Miyagi, enquanto 147 equipes de resgate de Tóquio e 12 de outras províncias foram enviadas aos pontos mais afetados pelo terremoto.

O tremor deixou mais de 150 feridos - alguns em estado grave -, e, segundo a rede de televisão "NHK", pelo menos 14 indivíduos estão desaparecidos, entre eles turistas.

Na cidade de Kurihara, em Miyagi, parte da estrutura de um hotel, situado junto a um balneário, foi derrubada, e até o momento sete pessoas - duas delas turistas - permanecem desaparecidas.

Segundo a "NHK", o paradeiro de pelo menos três operários também é desconhecido.

Além disso, houve outros acidentes nas estradas e nas pontes da região, que foram as infra-estruturas mais castigadas pelo terremoto e que deixaram isoladas mais de 160 pessoas nos arredores de Kurihara, segundo a rede de televisão "TBS".

Um ônibus foi afetado por um deslizamento de terra na cidade de Oshu e 20 pessoas ficaram soterradas, mas todas já foram resgatadas, segundo a agência local de notícias "Kyodo".

Outras 23 pessoas ficaram feridas em Oshu quando o ônibus em que estavam capotou na estrada quando ia ao aeroporto de Sendai, próximo à área afetada.

Um grupo de sete crianças que estava em uma creche também ficou ferido, segundo o corpo de bombeiros.

O tremor não afetou o funcionamento de pelo menos quatro das usinas nucleares das províncias de Muyagi e Fukushima, nem o citado aeroporto de Sendai, segundo a "Kyodo".

Os serviços de trem de alta velocidade (Shinkansen) das linhas Akita, Tohoku e Yamagata continuam parados, segundo a companhia ferroviária japonesa JR.

O terremoto pôde ser sentido também na região de Kanto, onde fica Tóquio, a 350 quilômetros da área afetada.

O Japão está sobre uma das áreas sísmicas mais ativas do mundo.

O terremoto mais grave ocorrido recentemente foi em Kobe (oeste do país), em 17 de janeiro de 1995, com uma magnitude de 7,3 graus na escala Richter, que deixou mais de 6 mil mortos. EFE icr/fh/db

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