Terremoto comove Itália; pelo menos 100 pessoas morreram

(atualiza com número de mortos e mais detalhes) Miguel Cabanillas. Roma, 6 abr (EFE).- A Itália viveu hoje uma dos dias mais trágicos de sua história recente após o terremoto de 5,8 graus de magnitude na escala Richter que atingiu a região central do país no final da noite de ontem, deixando pelo menos 100 mortos e 1.

EFE |

500 feridos.

A elevada intensidade do abalo sísmico, cujo epicentro foi localizado a poucos quilômetros da cidade de L'Aquila, fez com que a região, onde foi decretado estado de emergência, ficasse totalmente isolada.

Na manhã de hoje, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, sobrevoou os locais afetados de helicóptero. À tarde, o Executivo italiano calculou em 91 o número de mortos por causa do terremoto.

Já o Governo da região de Abruzzo, a mais afetada pelo tremor de terra, disse que os mortos eram pelo menos 100, embora a imprensa italiana tenha elevado o número para no mínimo 150, citando fontes hospitalares da cidade de L'Aquila, a capital da região.

O número de feridos, cerca de 1.500, é consenso entre as diferentes fontes até o momento. A quantidade de pessoas que foram evacuadas de suas residências está entre 70 mil e 100 mil, sendo que estas deverão aguardar pelo menos 48 horas para voltar para seus lares e recolherem seus pertences.

Muitos hoje na Itália questionaram se a tragédia poderia ter sido evitada, já que diversos tremores foram registrados na região durante as últimas semanas, dois deles na noite anterior ao terremoto de domingo.

Em entrevista coletiva concedida em L'Aquila junto ao chefe da Defesa Civil da Itália, Guido Bertolaso, Berlusconi negou que a tragédia poderia ter sido prevista.

As autoridades italianas se dedicaram rapidamente a tentar resgatar o maior número possível de sobreviventes e em atender aos evacuados, entre eles, muitos idosos.

Muitos dos que estão obrigados a ficar fora de suas residências estão considerando dormir em seus carros, já que as tendas de campanha distribuídas nos centros esportivos a céu aberto de L'Aquila não foram suficientes para atender a todos.

Além disso, a Cruz Vermelha italiana informou que começam a ficar escassos bens de primeira necessidade para os sobreviventes da cidade, mas a entidade afirma que tem sangue suficiente para realizar transfusões aos feridos.

A tragédia humana provocada pelo terremoto comoveu a Itália de imediato com casos como o de uma mulher que morreu abraçada a seus dois filhos na cama de sua casa e o da Casa do Estudante de L'Aquila, destroçada e entre cujos escombros vários jovens ainda permanecem desaparecidos.

A reunião extraordinária do Conselho de Ministros italiano decretou oficialmente o estado de emergência na região de Abruzzo e adiou a aprovação de fundos de ajuda aos afetados até determinar com exatidão a magnitude dos danos. EFE mcs/bba

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