Terremoto causa alerta de emergência nuclear no Japão

Alerta foi disparado por falha em sistema de resfriamento de usina; governo, porém, diz que não há vazamento radioativo

iG São Paulo |

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, declarou uma "emergência nuclear" depois que vários reatores foram fechados após um terremoto de 8,9 graus atingir o país, deixando centenas de mortos . Carros, navios e prédios foram varridos por um tsunami de ao menos sete metros após o tremor acontecer a cerca de 400 quilômetros de Tóquio.

Onze reatores nucleares em quatro estações de energia atômica fecharam, mas autoridades afirmaram que um sistema de resfriamento falhou em operar corretamente. Sob a lei japonesa, uma emergência deve ser declarada se um sistema de resfriamento falha. No total, o país tem 55 reatores fornecendo cerca de um terço da eletricidade do país.

Em um comunicado, o Fórum Industrial Atômico do Japão disse que o premiê declarou a emergência para o caso "de uma ação imediata" precisar ser tomada, mas acrescentou que não foram detectados vazamentos de material radioativo.

O que estimulou a declaração do estado de emergência foi o reator 1 da estação elétrica de Fukushima Daiichi, um dos seis da instalação. O tremor causou um problema no sistema de resfriamento da instalação, que fica na cidade de Onahama, a cerca de 270 quilômetros a nordeste de Tóquio. O secretário-chefe do gabinete, Yukio Edano, disse que não há vazamento de radiação no local.

A agência de segurança nuclear do Japão ordenou que mais de 2,8 mil pessoas na área saíssem depois de o governo decretar estado de emergência na usina. O tremor causou uma falha de energia e, quando um segundo gerador também parou de funcionar, o sistema de resfriamento foi incapaz de fornecer água para diminuir a temperatura do reator. A agência disse que trabalhadores locais tentavam restaurar o fornecimento de água.

A usina fica no sul de Miyagi, um das regiões mais atingidas, onde um incêndio começou em outra usina nuclear. As chamas estavam em uma turbina em uma das usinas elétricas de Onagawa; fumaça podia ser vista saindo da construção, que é separada do reator da usina. Segundo a operadora da usina, o fogo está controlado e não ocorreu nenhum vazamento. Outra instalação sofre com vazamento de água.

Incêndio

Um incêndio próximo à turbina do centro de geração de eletricidade de Onawaga levou a aumentar as precauções nesse local, mas, segundo a operadora da unidade, Tohoku, o fogo está controlado, não aconteceu nenhum escapamento e não existe risco algum.

"A central está parada", insistiu Tohoku, que administra essa unidade situada na região mais afetada pelo tremor. Segundo a agência local "Kyodo", todas as plantas localizadas na zona litorânea mais afetada pelo tremor anunciaram que não registraram nenhuma anomalia por causa do terremoto.

Explosão em complexo petroquímico

Uma grande explosão atingiu um complexo petroquímico da cidade de Sendai, no nordeste do Japão, horas depois do violento terremoto que abalou essa região do país, informou a imprensa local citando fontes policiais.

A explosão aconteceu numa grande usina de Shiogama, localidade perto da metrópole de Sendai. As imagens da televisão mostravam gigantescas chamas devastando a instalação petroquímica.

*Com AP, AFF e EFE

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