Terremoto atinge grande área do Japão e deixa cerca de 100 feridos

Tóquio, 11 ago (EFE).- Cerca de 100 pessoas ficaram feridas por causa de um terremoto de 6,5 graus na escala Richter que atingiu hoje uma grande área do centro do Japão, afetada também esta semana por fortes chuvas e inundações.

EFE |

Pela segunda vez em apenas um dia e meio, Tóquio foi atingida por um terremoto superior a 6 graus na escala Richter, mas, na área metropolitana da capital japonesa, não foram registrados danos graves.

O terremoto aconteceu às 5h07 (17h07 de Brasília da segunda-feira) a 23 quilômetros de profundidade na baía de Suruga, na região de Tokai, na província de Shizuoka (centro do Japão), e causou o encerramento automático de dois reatores nucleares e a paralisação durante duas horas do serviço de trem-bala na área.

O fato de o tremor ter acontecido relativamente perto da superfície fez com que fosse sentido com muita intensidade em uma ampla área do centro do Japão, que também tem uma elevada densidade de população.

Na escala japonesa, que vai até 7, concentrada mais nas áreas atingidas do que na intensidade do tremor, o terremoto chegou ao grau 6 em zonas do centro e oeste de Shizuoka, apesar de, em Tóquio, ter alcançado a intensidade mais baixa de 3.

Segundo cálculos da agência local "Kyodo", 103 pessoas ficaram feridas, a maioria levemente, e houve também diversos danos materiais causados pelo terremoto, o mais forte que ocorre em Shizuoka desde 1944.

As imagens de televisão mostraram produtos caídos em supermercados, estradas com o asfalto quebrado, rachaduras em muitas casas e muros destruídos, em meio à chuva que caiu com força durante esta semana no Japão.

Além disso, houve pelo menos quatro pequenos incêndios na cidade de Shizuoka e 9,5 mil pessoas ficaram sem energia elétrica temporariamente em Omaezaki, onde o terremoto causou também interrupções no abastecimento de água, devido à ruptura de encanamentos.

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, criou hoje uma equipe de trabalho em seus escritórios para coletar informações sobre o terremoto, que, além disso, ocorreu nas províncias de onde o tufão "Etau" está se aproximando.

Em sua passagem ontem pelo oeste do Japão, esse tufão deixou pelo menos 13 mortos e 17 desaparecidos nas províncias de Hyogo e Okayama, sem que os trabalhos de resgate, até o momento, tenham dado resultados positivos.

A Agência Meteorológica do Japão alertou hoje a população sobre possíveis inundações e deslizamentos de terra devido à passagem do tufão, mas tranquilizou os habitantes, afirmando que não se espera que o terremoto desta madrugada seja o prelúdio do grande terremoto que pode atingir um dia a região de Tokai, segundo crença popular.

Em um primeiro momento, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta de tsunami para as ilhas Izu e a costa de Shizuoka, por temor de ondas de meio metro, mas, finalmente, o aviso foi suspenso, depois que quase não houve aumento do nível do mar.

Em outro país que não fosse o Japão, terremotos de 6,5 graus de magnitude como o de hoje, ou de 6,9 graus como no domingo à noite, teriam provocado danos materiais muito maiores e, possivelmente, um grande número de vítimas fatais.

No Japão, que, com 127 milhões de habitantes, tem uma das maiores densidades populacionais do mundo, os edifícios são construídos para suportar fortes abalos sísmicos, devido à frequência com que ocorrem, pois o país fica sobre várias falhas geológicas.

O terremoto ocorrido na noite do domingo, que foi sentido com força em Tóquio e fez muitas casas tremerem, não provocou danos de consideração.

O terremoto mais grave ocorrido no Japão em anos recentes aconteceu em Kobe, no oeste do país, em 17 de janeiro de 1995, com uma magnitude de 7,3 graus na escala Richter e deixou mais de 6 mil mortos. EFE psh/an

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