Termina resgate no trem acidentado na Índia

Governo acusa rebeldes maoistas por choque entre trem descarrilhado e outro de carga na sexta-feira; número de mortos chega a 138

EFE |

Os trabalhos de resgate nos vagões do trem acidentado na sexta-feira no Estado indiano de Bengala (nordeste) terminaram com pelo menos 138 mortes confirmadas, informou neste domingo à agência indiana "Ians" um porta-voz da companhia ferroviária, que acrescentou que o número de feridos chega a 146, dos quais 38 estão em estado grave.

O resgate terminou no sábado à noite às 21h45 locais (13h15 de Brasília), após 44 horas durante as quais os operários trabalharam enfrentando o mau cheiro desprendido pelos corpos em decomposição.

O ministro de Defesa Civil de Bengala, Srikumar Mukherjee, disse à "Ians", que antes de entregar os corpos das vítimas a seus familiares, serão tiradas amostras de sangue dos mortos - muitos estão completamente mutilados - para sua identificação.

Os sobreviventes da tragédia chegaram no sábado à noite em um trem especial à cidade de Mumbai (oeste) onde foram recebidos emocionados por seus familiares.

Fontes da empresa ferroviária citadas pela agência "PTI" informaram que a via afetada pelo incidente foi reparada e o tráfego restabelecido, embora nela não circularão trens de passageiros noturnos até a próxima quinta-feira, dia 3 de junho, como "medida de precaução", segundo um comunicado do Ministério de Ferrovias.

A tragédia aconteceu na madrugada da sexta-feira a cerca de 135 quilômetros da capital de Bengala, Calcutá, quando o expresso, que fazia o trajeto entre Calcutá e Mumbai, descarrilou e parte dos vagões tombaram, sendo depois arrasados por um trem de mercadorias que circulava por uma via paralela em direção contrária. O fato foi atribuído pelas autoridades a uma sabotagem da guerrilha maoista presente nessa região .

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