Termina em Belém a Conferência de Investimento Palestina

Belém (Cisjordânia), 23 mai (EFE).- A Conferência de Investimento Palestina terminou hoje em Belém com o anúncio de compromisso de investimentos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia no valor de US$ 1,4 bilhão.

EFE |

No início da reunião, na quarta-feira, os organizadores esperavam obter investimentos no valor de US$ 2 bilhões na conferência, que contou com a participação de mil representantes políticos e empresários palestinos e estrangeiros.

O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, disse hoje em entrevista coletiva que espera que o dinheiro arrecadado permita a criação de 35 mil empregos na Cisjordânia.

Aproximadamente US$ 550 milhões dos US$ 1,4 bilhão provêm de grandes investidores árabes e serão destinados a criar nova cidade industrial e um centro comercial na Cisjordânia, informa a agência palestina "Ma'an".

Na Declaração de Belém, assinada pelo Governo e pelo setor privado para "promover a economia nacional", foi estabelecida a criação de um comitê ministerial liderado por Fayyad que trabalhará com os investidores para tentar aprofundar os investimentos nos territórios palestinos.

Organizada pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), a conferência contou com o apoio do Quarteto de Madri para o Oriente Médio, integrado por Estados Unidos, Rússia, União Européia (UE) e ONU.

Também participaram da Conferência de Investimento Palestina o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, e o subsecretário do Tesouro dos EUA, Robert Kimmitt.

Kouchner destacou hoje na entrevista coletiva de encerramento que "nada justifica a ampliação dos assentamentos" judeus na Cisjordânia efetuada por Israel apesar de ser um descumprimento ao Mapa do Caminho, plano de paz de 2003 que define as diretrizes das atuais conversas de paz com os palestinos.

A extensão das colônias "representa um obstáculo à paz e obstrui o desenvolvimento da economia palestina", acrescentou o chanceler francês.

Diversos relatórios do Banco Mundial destacam que a economia da Cisjordânia dificilmente será viável, por mais ajuda que receba, se Israel não retirar parte das mais de 500 barreiras físicas ao deslocamento dos cidadãos e controles militares que cercam esse território palestino. EFE fn/wr/plc

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