Termina controvertida e histórica visita de negociador chinês a Taiwan

Taipé, 7 nov (EFE).- Terminou hoje a histórica e controvertida visita à Taiwan do negociador chinês Chen Yunlin, marcada por violentos protestos e na qual foram selados importantes acordos econômicos, além de se preparar uma futura cooperação financeira.

EFE |

Chen deixou Taipé em meio a fortes medidas de segurança, após vários dias de distúrbios protagonizados por independentistas locais.

Cerca de 80 policiais, jornalistas e manifestantes ficaram feridos nos enfrentamentos, que tinham como objetivo "proteger a soberania de Taiwan", segundo a liderança do opositor Partido Democrata Progressista (PDP).

Os protestos não impediram a assinatura de quatro acordos sobre transporte aéreo e marítimo, laços postais e segurança alimentar.

Chen se reuniu com o presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, e o titular do Parlamento local, Wang Jin-pyng, que lhe pediram a retirada dos mísseis chineses que apontam para o território taiuanês e um maior espaço de manobra internacional para a ilha.

O negociador chinês evitou os assuntos políticos e o uso dos títulos oficiais dos dirigentes taiuaneses, e assinalou que "agora o mais importante é completar as negociações econômicas".

Em sua última aparição pública antes de deixar a ilha, o negociador chinês prestou uma emotiva homenagem à Polícia local dizendo que "não tinha palavras para agradecer trabalho realizado" para protegê-lo.

Os independentistas, que têm o apoio de mais de um terço do eleitorado, se opuseram à visita de Chen, por temer acordos que comprometessem a soberania local e levassem a sua união com a China.

O presidente taiuanês insistiu em que não foram firmados acordos políticos em seu encontro com Chen, e afirmou que a soberania e a dignidade nacional não estão comprometidas. EFE flp/mh

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