Termina com sucesso ensaio para retirar mineradores no Chile

Objetivo da simulação era medir o tempo de viagem entre a mina até um hospital, situado a 40 quilômetros do local

EFE |

O ensaio geral do resgate dos 33 mineradores soterrados a 688 metros de profundidade em uma mina no norte do Chile foi realizado hoje "com sucesso" com o objetivo de medir o tempo da viagem entre a mina e o hospital estatal de Copiapó. Em um helicóptero Bell 412 da Força Aérea do Chile, os socorristas treinaram levar um minerador até a aeronave, para depois voarem até o hospital da cidade de Copiapó, situado a 40 quilômetros da mina San José.

O primeiro simulacro, no qual participaram também soldados, peritos criminais, médicos e uma pessoa que ficou no papel de uma das vítimas, foi dirigido pelo ministro da Minas chileno, Laurence Golborne, que chegou nesta quinta-feira à jazida.

Nesta quarta-feira foram apresentados os 16 socorristas responsáveis pelo resgatados mineradores, dos quais dez trabalham na estatal Corporação Nacional de Cobre do Chile (Codelco), três são enfermeiros submarinistas da Armada e os outros três são brigadistas da região do Atacama. "Para esta missão tão importante que nos confiaram fizemos uma preparação prévia. Nos reunimos com os socorristas da Armada. Estamos muito confiantes de que esta operação vai ser bem-sucedida", disse à imprensa o coordenador dos 16 brigadistas, Ovidio Rodríguez.

Dos 16 integrantes da equipe, só dois, um militar e um especialista da Codelco, descerão até o fundo da mina para ajudar os mineradores com a cápsula que os retirará para fora. O chamado "plano B" do resgate se encontra hoje a cerca de 70 metros do nível em que fará contato com os mineradores, informaram os responsáveis.

A máquina T-130 a cargo deste plano foi paralisada ontem à noite para manutenção, quando estava a 535 metros dos 632 metros que deve avançar para fazer o contato. Golborne adiantou nesta quinta-feira que o contato com os 33 trabalhadores pode ocorrer no próximo sábado. "Vamos orar com um pastor que vem nos acompanhar, até que escutemos quando os trabalhadores toquem as buzinas da mesma forma quando os encontraram vivos", explicou ao site de "El Mercurio" María Segóvia, irmã do minerador Darío Segóvia.

    Leia tudo sobre: iGchilemineirosresgate

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG