Havana, 29 nov (EFE) - A temporada de ciclones do Caribe termina amanhã após ter afetado Cuba com a passagem de furacões que deixaram sete mortes e danos calculados oficialmente em US$ 10 bilhões.

A pior temporada de ciclones que Cuba sofreu em muitas décadas destruiu total ou parcialmente 500 mil casas, milhares de edifícios públicos, escolas, hospitais, reservas de alimentos, redes de telecomunicações e de energia elétrica, plantações, pontes, estradas e outras infra-estruturas.

Os meteorologistas e os sistemas de Defesa Civil da América Central, da América do Norte e do Caribe se põem em alerta a cada ano entre 1º de junho e 30 de novembro, e nesta temporada houve 16 tempestades tropicais, das quais a metade se fortaleceu até se transformar em furacões.

Em Cuba, sete pessoas morreram e dezenas ficaram feridas (o Governo não precisou o número) quando o segundo dos furacões que afetou o país, "Ike", percorreu a ilha de leste a oeste entre 7 e 9 de setembro.

Apenas uma semana antes, em 30 de agosto, o ciclone "Gustav" atravessou o extremo oeste do país do sul ao norte sem provocar mortes.

O terceiro furacão, "Paloma", que desapareceu de forma surpreendente após chegar à província de Camagüey, no leste do país, em 8 de novembro, também não deixou mortos na ilha.

O sistema de Defesa Civil cubano, que ordena e faz cumprir rapidamente a evacuação das regiões com risco de inundações ou deslizamentos de terra, evitou maiores tragédias, em contraste com os cerca de 800 mortos que os furacões deixaram neste ano no vizinho Haiti.

De fato, as autoridades de Cuba culparam as vítimas cubanas por suas mortes, por não terem acatado as instruções.

Um comunicado oficial informou que os sete morreram "não só como conseqüência direta" do segundo e mais violento dos ciclones, mas também pela "falta de observância estrita das medidas orientadas pela Defesa Civil".

Os furacões agravaram a já precária situação alimentícia de Cuba, que importa mais de 80% dos mantimentos que seus 11,3 milhões de habitantes consomem, e agravaram sua situação econômica, à qual se somam neste fim de ano os efeitos da crise econômica internacional.

EFE am/ab/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.